Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21421

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS15
Setor Departamento de Biologia Geral
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Vinícius de Oliveira Rosa
Orientador LUCAS NAVARRO PAOLUCCI
Outros membros José Eduardo Teixeira Falcon, Jefferson Bruno Bretas de Souza Oliveira
Título Quais os Impactos da Degradação Florestal Sobre as Funções Ecossistêmicas da Fauna?
Resumo A degradação florestal somada ao uso da terra e as alterações climáticas impactam diretamente as interações planta-animal. Isso porque atividades antrópicas como a agricultura e queimadas se intensificam em climas secos com altas temperaturas, o que ocasiona perda de estoques de carbono, biodiversidade e alterações nas comunidades dos ecossistemas. Embora as funções ecossistêmicas sejam afetadas pela degradação florestal, elas podem auxiliar na recuperação dessas áreas e reduzir custos da recuperação ativa, uma vez que essas funções moldam a resistência e resiliência das florestas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi o de quantificar os impactos da degradação florestal sobre as seguintes funções ecossistêmicas da fauna: I) dispersão de sementes; II) pressão de predação sobre insetos herbívoros e III) a predação de sementes. Todas estas funções são chave para a regeneração natural de florestas degradadas. Este estudo foi realizado no sudeste da Amazônia, em uma região sob forte pressão de mudanças no uso da terra. Assim, no local de estudo há florestas ripárias cercadas por cultivos agrícolas e áreas de floresta que sofreram queimadas experimentais (de 2004 a 2010, com tratamentos de queima anual, trienal e controle – com 50 ha cada). Quantificamos dispersão de sementes (através da frugivoria) e pressão de predação sobre herbívoros em florestas ripárias degradadas, e predação de sementes nas florestas queimadas. Para quantificar frugivoria, instalamos frutos artificiais feitos de massa de modelar e expostos por 15 dias para amostrar frequência e tipo de marcas (mamíferos, aves e vertebrados). Para medir a predação sobre insetos herbívoros, cupins foram presos em árvores nos mesmos pontos de frugivoria, e observamos a predação por dez minutos. Nesses mesmos pontos, lagartas artificiais foram expostas por 15 dias em campo e registramos as marcas de predação. Para quantificar a predação de sementes, distribuímos sementes entre os tratamentos de fogo, divididas dentro de fezes de antas e fora das fezes; isso porque as antas são dispersoras efetivas de sementes em florestas perturbadas, defecando três vezes mais nesses ambientes. Não encontramos diferença de frugivoria entre floresta preservada e degradada, mas observamos mais frugivoria por aves em florestas preservadas. De maneira similar, não houve diferença na predação de herbívoros, no entanto, as aves foram as principais predadoras de lagartas em florestas degradadas, enquanto invertebrados foram mais importantes em florestas preservadas. Por fim, a predação de sementes não diferiu entre os tratamentos de fogo, mas a predação das sementes fora das fezes de antas foi mais acentuada. Concluímos que a degradação florestal prejudica as funções de frugivoria por aves e a predação de herbívoros por invertebrados, o que pode desacelerar a regeneração natural destas florestas.
Palavras-chave Degradação Florestal, Recuperação, Serviços Ecossistêmicos
Forma de apresentação..... Painel
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