Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21419

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Econômicas: ODS11
Setor Departamento de Engenharia Agrícola
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Victor Hugo Laviola de Oliveira
Orientador NATALIA DOS SANTOS RENATO
Outros membros Augusto Cesar Laviola de Oliveira
Título Fazendas inteligentes em Minas Gerais: estudo da demanda energética na secagem de arroz e soja
Resumo A crescente demanda por energia no meio rural tem se tornado um tema de grande relevância diante dos desafios relacionados à eficiência energética e à sustentabilidade ambiental. Em particular, as propriedades agrícolas voltadas à produção de grãos têm ampliado significativamente o consumo energético, tornando imprescindível a adoção de estratégias mais eficientes e sustentáveis. O processo produtivo agrícola, composto por diversas etapas, tais como a preparação do solo, o plantio, a colheita, a secagem e o armazenamento, exige atenção especial quanto à gestão da energia empregada, especialmente na fase de secagem, uma das mais críticas em termos de demanda energética.
A secagem de grãos é essencial para garantir a conservação e a qualidade final do produto, visto que os grãos, ao serem colhidos, apresentam elevados teores de umidade e inviabilizam o armazenamento seguro. A depender do método empregado, a secagem pode representar até 30% do consumo total de energia de uma propriedade agrícola. Além disso, a escolha do modelo de secagem impacta diretamente nos custos operacionais e nas emissões de gases de efeito estufa.
Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar a demanda energética da etapa de secagem na produção de arroz e soja no estado de Minas Gerais, com base na aplicação do modelo de Thompson, que simula a secagem a baixa temperatura (SBT). Este modelo permite estimar de forma detalhada a energia elétrica e térmica requerida, considerando as condições climáticas locais, como temperatura e umidade relativa do ar.
Com base em dados médios de produção por safra, 5,2 milhões de toneladas de soja e 19,5 mil toneladas de arroz, foram realizadas simulações para estimar a demanda energética específica e total para cada cultura. Os resultados indicam que a soja apresenta menor consumo energético por tonelada processada (56,54 kWh·ton⁻¹), em comparação ao arroz (75,59 kWh·ton⁻¹), evidenciando maior eficiência energética na secagem da soja sob as condições simuladas. As demandas totais também refletem essa diferença: 293,61 GWh por safra para a soja (166,04 GWh elétrica e 127,57 GWh térmica) e 1,472 GWh para o arroz (0,739 GWh elétrica e 0,733 GWh térmica).
Além disso, uma análise das emissões de dióxido de carbono (CO₂) no processo de secagem a baixa temperatura (SBT) de arroz e soja em Minas Gerais, mostrou que esse processo pode ser ambientalmente sustentável quando se utiliza a biomassa residual das próprias culturas, como cascas de arroz e soja, como fonte de energia. Em muitos cenários avaliados, a quantidade de CO₂ evitada com o uso dessa biomassa foi maior do que a quantidade emitida, resultando em um balanço de emissões negativo.
Conclui-se que o uso de modelagens para previsão de demandas e a elaboração de estratégias para o reaproveitamento energético de resíduos produzidos ao longo do processo produtivo de grãos, implicam na consolidação da economia circular de propriedades rurais e no desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave Eficiência energética, modelagem, sustentabilidade rural.
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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