Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21409

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Julia Vasconcelos Albergaria Santos
Orientador IZABELA MARIA MONTEZANO DE CARVALHO
Outros membros HERCIA STAMPINI DUARTE MARTINO, Lorena Luna Ferreira, Nicole Rocha de Souza, Thaís Barcelos de Castro
Título Farinha do Resíduo de Acerola: Potencial Nutricional, Tecnológico e Sustentável
Resumo A acerola (Malpighia emarginata), fruta exótica originária das Antilhas, possui mais de dezoito variedades registradas. Na alimentação, é utilizada na forma de sucos e derivados, o que gera uma grande quantidade de resíduos que são descartados erroneamente. Tais resíduos são fontes de antioxidantes e ricos em fibras alimentares, podendo apresentar potencial de uso em novas formulações alimentícias em forma de farinha. No entanto, pesquisas que assegurem o potencial deste tipo de farinha como coproduto ainda são escassas. O presente estudo avaliou as características nutricionais, tecnológicas e microbiológicas da farinha do resíduo agroindustrial da acerola. Os resultados demonstraram que ela é fonte de fibras alimentares (aproximadamente 37,45%), é considerada boa fonte de proteína (aproximadamente 14,6%) e tem teor de umidade compatível com a legislação para ser caracterizada como farinha vegetal (<15%). As análises físico-químicas e tecnológicas destacaram baixo valor de pH (3,76), o que é favorável para uma maior vida de prateleira e sugere aplicações em produtos fermentados. Os sólidos solúveis totais foram 0,25 °Brix e a acidez total titulável foi de 5,35g em equivalentes de ácido málico/100g. Além disso, a farinha apresentou boa capacidade de retenção de água e óleo, promovendo umidade e elasticidade quando aplicado em novos produtos. A análise microbiológica apontou segurança favorável para consumo humano, sendo analisado Samonella (Ausência em 25g), Bacillus cereus presuntivo (< 1,0 x 10² UFC/g) e Escherichia coli (0,3 NMP/g). Os resultados demonstraram qualidades promissoras da farinha de resíduo de acerola para incorporação na dieta humana e desenvolvimento de produtos, principalmente devido ao seu alto teor de fibras, propriedades tecnológicas e segurança microbiológica. Desta forma, o coproduto da acerola, promove não apenas um alimento acessível e rico em nutrientes, mas proporciona à indústria alimentícia um caminho sustentável e promissor na utilização do resíduo agroindustrial da acerola.
Palavras-chave Coproduto, Farinho do resíduo, Sustentabilidade
Forma de apresentação..... Vídeo
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