Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21397

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Engenharia Florestal
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Vitória Cristina Avelino Faria
Orientador ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO
Outros membros Bruna Duque Guirardi, Gabrielle Fialho Abranches, Raquel Júlia Cipriano dos Santos, Thaynara Silva Vieira
Título Influência da granulometria e composição química na suscetibilidade à combustão espontânea do crvão vegetal
Resumo O Brasil é líder mundial na produção de carvão vegetal, com um setor abrangente que inclui a extração da madeira e o transporte do carvão vegetal até as siderúrgicas. Contudo, o transporte desse material enfrenta custos elevados devido à sua classificação como carga perigosa (classe 4.2) pela Resolução nº 5.947, de 1º de junho de 2021, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que especifica materiais suscetíveis à combustão espontânea. Esta classificação impõe uma série de exigências regulatórias, o que dificulta o entendimento e o cumprimento das normas relacionadas ao transporte. O objetivo desta pesquisa foi avaliar o ensaio de combustão espontânea, conforme preconizado pela ONU, em carvões vegetais produzidos a partir de clones de Eucalyptus, correlacionando esses resultados ao teor de voláteis e investigando como essa característica influencia o potencial de combustão do carvão vegetal. Os carvões vegetais utilizados neste estudo foram obtidos de amostras comerciais de carvão vegetal de Eucalyptus. Para o teste de combustão espontânea, foram utilizadas amostras de carvão vegetal, com diferentes teores de carbono fixo, sendo aproximadamente 80%, 77% e 68%, respectivamente. As amostras foram selecionadas em duas granulometrias (9x5x5 cm e 5x2,5x2,5 cm) e foram livres de contaminação por alcatrão. Após o preparo das amostras, foram realizadas análises químicas e os carvões foram submetidos ao teste de combustão espontânea, conforme o Manual de Ensaios e Critérios da ONU (2019) para o transporte de mercadorias perigosas. O experimento foi conduzido em uma estufa a 140 °C por 24 horas. Durante esse período, as temperaturas da amostra e da estufa foram registradas a cada hora, utilizando três termopares conectados a um termômetro digital. O critério para a ocorrência de combustão espontânea foi definido quando a temperatura da amostra superou 60 °C em relação à temperatura da estufa (140 °C). Os resultados evidenciaram a importância do teor de voláteis como fator determinante na suscetibilidade do carvão vegetal à combustão espontânea, destacando a necessidade de considerar esse parâmetro para melhorar o controle e o transporte seguro do carvão vegetal.
Palavras-chave Carvão vegetal, Combustão espontânea, Teor de voláteis.
Forma de apresentação..... Painel
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