| Resumo |
Introdução: a maioria dos pacientes críticos tornam-se dependentes da equipe de enfermagem para a realização de intervenções consideradas rotineiras, como a higiene corporal. Para atender à essa necessidade, os pacientes são submetidos ao procedimento de banho no leito, considerado um procedimento que pode apresentar riscos para os pacientes, especialmente quando não executado de maneira correta. Nesse contexto, reforça-se a importância da prática segura, a fim de minimizar os riscos. Objetivos: analisar a adesão da equipe de enfermagem às ações que antecedem o momento do banho do banho no leito e contribuem para a prática segura. Metodologia: estudo observacional realizado em uma unidade de terapia intensiva de um hospital de médio porte da Zona da Mata a partir de um check list para a prática segura de banho no leito previamente validado. Os dados sobre a adesão às práticas pré-banho foram coletados a partir da observação direta dos pesquisadores de 20 intervenções de banho no leito, em fevereiro de 2025. Realizou-se a estatística descritiva. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa (parecer nº.7.225.873). Resultados: Dentre os 20 banhos avaliados, observou-se que em 100% houve o preparo adequado do material a ser utilizado, a pausa na dieta enteral e a manutenção do cateter vesical abaixo do nível da bexiga; em 90% houve a correta utilização de equipamentos de proteção individual por parte da equipe; em 70% foi preservada a privacidade do paciente, mediante a utilização de biombos; em 65% houve a correta identificação do paciente, usando pelo menos, dois identificadores e a correta orientação sobre o procedimento; em 35% houve a higienização das mãos por parte dos profissionais antes do início do banho; em 10% houve a avaliação prévia do enfermeiro por meio de anamnese, exame físico, aferição de sinais vitais e anotações em folha de dados; em 5% houve a aspiração de vias aéreas após o exame físico e avaliação e a proteção dos curativos de inserção de cateteres venosos e em nenhum dos banhos foi verificada a pressão do cuff e a marcação e fixação de cateteres, tubos, drenos e sondas, o que representa uma fragilidade assistencial. Conclusões: algumas ações que antecedem o banho no leito e podem fortalecer a cultura de segurança do paciente ainda apresentam baixa adesão dos profissionais de enfermagem, o que aumenta o risco relacionado ao banho no leito. Torna-se fundamental a sensibilização da equipe para a maior segurança durante a prática diária de banho no leito, especialmente no que tange as ações para prevenir a remoção acidental ou deslocamento de dispositivos invasivos e a verificação da pressão do cuff, que não foram realizadas em nenhum banho. |