Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21388

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Pós-graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS15
Setor Departamento de Biologia Geral
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Caio de Castro Mello
Orientador KARLA SUEMY CLEMENTE YOTOKO
Outros membros Layla Patrícia Teixeira, Leticia de Castro Araújo, Pedro Gabriel Carneiro Moreira
Título Impactos da domesticação no dimorfismo sexual de forma e tamanho de Drosophila sturtevanti Duda, 1927 (Diptera: Drosophilidae)
Resumo O dimorfismo sexual é um fenômeno comum na natureza e pode se manifestar em caracteres morfológicos, fisiológicos, funcionais ou comportamentais, por meio da diferenciação entre os sexos guiada pela seleção natural. O objetivo deste trabalho foi investigar o efeito da domesticação sobre o dimorfismo sexual da forma e do tamanho das asas de Drosophila sturtevanti. Foram comparadas duas amostras: uma coletada diretamente no campo (G0) e outra correspondente à décima geração (F10) de uma linhagem isofêmea (L22), derivada de uma única fêmea coletada em G0 e mantida em condições laboratoriais. Machos e fêmeas de cada amostra tiveram suas asas direitas removidas para análise de morfometria geométrica. O processo incluiu a marcação de marcos anatômicos no software tpsDig, seguida da análise no pacote geomorph, no R (versão 4.5.1), para comparação entre os sexos em forma e tamanho.Testamos a hipótese de que a seleção sexual seria relaxada no laboratório, especialmente porque os machos não competiriam mais pelo acesso às fêmeas. Com isso, esperava-se que o dimorfismo sexual em forma e tamanho fosse reduzido nessas novas condições. Os resultados mostraram que o dimorfismo de tamanho foi, de fato, menor em F10 do que em G0. Em G0, fêmeas foram significativamente maiores que machos (diferença = 0,519; p < 0,0001), enquanto em F10 essa diferença foi menor, embora ainda significativa (diferença = 0,254; p < 0,001). Essa redução resultou de uma diminuição mais acentuada no tamanho das fêmeas (diferença G0–F10 = 0,395; p < 0,0001), enquanto os machos não diferiram significativamente entre as gerações (p = 0,097).
Em contraste, o dimorfismo de forma foi significativamente maior em F10 do que em G0, mesmo após o controle pelo efeito do tamanho (alometria). O dimorfismo sexual de forma, corrigido pela alometria, foi significativo em ambas as gerações (p < 0,01), mas com maior intensidade em F10 (R² = 0,174) do que em G0 (R² = 0,129), sugerindo aumento real do dimorfismo de forma, contrariando a hipótese inicial. As mudanças de forma entre G0 e F10 foram significativas em ambos os sexos, com fêmeas apresentando variação ligeiramente maior. Embora a magnitude das alterações tenha sido semelhante, elas ocorreram em direções distintas, ampliando o dimorfismo. Concluímos que dez gerações em laboratório reduziram o dimorfismo de tamanho, mas acentuaram o de forma, sugerindo que a domesticação pode ter efeitos complexos e não lineares sobre machos e fêmeas, afetando forma e tamanho de maneira independente. Estudos com múltiplas linhagens serão essenciais para avaliar a generalidade desses padrões.
Palavras-chave Evolução in vitro, Morfometria geométrica, Alteração de forma
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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