Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21369

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor João Pedro Castro da Rocha
Orientador GABRIELA PICCOLO MAITAN ALFENAS
Outros membros JOAO GUILHERME PEREIRA MENDONCA
Título Utilização de extratos enzimáticos fúngicos visando à hidrólise de casca de soja
Resumo A casca de soja é um subproduto agrícola com grande potencial industrial, por ser uma biomassa abundante, de baixo custo e rica em polissacarídeos. Esses compostos podem ser hidrolisados em açúcares simples, utilizados na produção de adoçantes e biocombustíveis. No entanto, a hidrólise convencional geralmente requer catalisadores químicos que causam impactos ambientais negativos. Como alternativa mais sustentável, destaca-se a utilização de enzimas lignocelulolíticas. Porém, é necessária a utilização de misturas enzimáticas, nas quais diferentes enzimas atuam sinergicamente, promovendo uma hidrólise mais eficiente. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi hidrolisar a casca de soja utilizando misturas enzimáticas fúngicas produzidas por Cladosporium cladosporioides e Phaeoacremonium parasiticum. Os dois fungos foram adquiridos da coleção micológica do Laboratório de Patologia Florestal da UFV e foram mantidos a 28 °C em placas de BDA (batata-dextrose-ágar). Os fungos foram cultivados em meio semi-sólido contendo 5 g de casca de soja in natura como a fonte carbono, e 12 mL e meio mineral (NH₄NO₃ (1 g/L); KH₂PO₄ (1,5 g/L); MgSO₄ (0,5 g/L); CuSO₄ (0,25 g/L); extrato de levedura (2 g/L)) e 10 discos de micélio de 1,5 cm de diâmetro. Os frascos foram incubados por 8 dias a 28 °C. A obtenção dos extratos enzimáticos brutos se deu por adição de 50 mL de tampão acetato de sódio 50 mM pH 5,0 em cada frasco, e agitação em shaker a 150 rpm por 1 h, seguido de filtração e centrifugação a 15.000 g por 10 min. A atividade de FPase dos extratos brutos obtidos foi utilizada para padronizar a carga enzimática utilizada na hidrólise e mensurada pelo método colorimétrico do ácido 3,5-dinitrosalicílico, utilizando o substrato papel de filtro Whatman nº 1 (1 x 6 cm), por 60 min. Paralelamente, a casca de soja foi submetida a diferentes pré-tratamentos com uma carga de sólidos de 10 % a 121 °C por 60 min. Foram testadas 3 condições diferentes: hidrotérmico (apenas água), alcalino (NaOH 1,0 %) e ácido (H2SO4 0,5 %). Por fim, o extrato dos dois fungos e o coquetel Multifect CL (controle positivo) foram aplicados sobre as diferentes biomassas pré-tratadas, com uma carga de sólidos de 10 %, 2,5 FPU/g de casca e incubação em shaker a 50 °C por 120 h. Após esse tempo, foram avaliadas as concentrações de glicose e xilose por HPLC. O coquetel comercial mostrou o melhor resultado em relação à liberação de glicose quando utilizado para hidrólise da casca pré-tratada com ácido, produzindo 2,222 g/L, mas apenas 0,452 g/L de xilose. Já o extrato do fungo C. cladosporioides, quando aplicado sobre a biomassa após pré-tratamento alcalino, foi capaz de liberar 1,096 g/L de xilose e 1,007 g/L de glicose. Com isso, pode-se concluir que o extrato enzimático produzido pelo fungo C. cladosporioides se mostrou eficiente em hidrolisar a casca de soja pré-tratada.
Palavras-chave Casca de soja, Hidrólise enzimática, Fungos filamentosos
Forma de apresentação..... Painel
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