| Resumo |
A produtividade do algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) pode ser reduzida em função da abscisão de estruturas reprodutivas. O etileno atua como um indutor desse processo, e sua produção tende a aumentar em situações de estresse climático, como déficit hídrico e temperaturas elevadas. O cobalto, por outro lado, tem a capacidade de inibir a enzima ACC oxidase, responsável por uma das etapas da biossíntese do etileno. O objetivo com o trabalho foi avaliar o efeito de diferentes doses de cobalto na produtividade do algodoeiro. Para isso, um experimento foi conduzido em campo na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão Grandes Culturas e Bioenergia da Universidade Federal de Viçosa, no município de Viçosa-MG. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, com cinco doses de cobalto (0, 3, 6, 9 e 12 mg) e três repetições. Cada parcela foi constituída por oito linhas, espaçadas em 0,90 m, com sete metros de comprimento. A semeadura do algodoeiro foi realizada no dia 4 de fevereiro de 2025, utilizando a cultivar DP 1746 B2RF. No dia 31 de março, quando as plantas estavam na fase de formação dos botões florais, aplicou-se o sulfato de cobalto com o uso de pulverizador costal. Aos 94 dias após a aplicação, a produtividade foi estimada por meio da contagem do número de estruturas reprodutivas por metro, multiplicado pelo peso do capulho fornecido pela empresa detentora da cultivar, e extrapolada para arrobas por hectare. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e foram realizadas regressões linear e polinomial para avaliar possíveis tendências entre a dose de cobalto e a estimativa de produtividade. A análise de variância indicou ausência de efeito da dose de cobalto sobre a estimativa produtividade do algodoeiro (p = 0,887). As análises de regressão linear (p = 0,919) e polinomial de segundo grau (p = 0,644) também não evidenciaram relação entre a dose de cobalto aplicada e a estimativa de produtividade. Portanto, nas condições em que o experimento foi conduzido, as doses de cobalto avaliadas não exerceram influência significativa sobre a estimativa de produtividade do algodoeiro. |