Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21345

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS15
Setor Departamento de Entomologia
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Yara Martins Cardoso
Orientador EUGENIO EDUARDO DE OLIVEIRA
Outros membros ELSON SANTIAGO DE ALVARENGA, Lara Teixeira Melo Costa, Sabriny Francisca Gomes
Título Seleção de moléculas derivadas do ácido mucoclorico para o controle de Euschistus heros
Resumo O percevejo marrom da soja, Euschistus heros (F.) (Heteroptera: Pentatomidae), está entre os insetos-praga de maior importância econômica do Brasil devido à expressiva ocorrência de danos na cultura de soja que incorrem em quedas no rendimento e nos lucros provenientes desta cultura. O principal método de controle destes insetos ainda se baseia no uso excessivo de compostos químicos em sua maioria neurotóxicos. No entanto, o uso indiscriminado destes compostos associado à pouca diversidade de mecanismos de controle pode induzir a seleção de populações resistes, além de contaminação ambiental por acúmulo de resíduos tóxicos, perigo à saúde humana, como também ação indesejada em indivíduos não-alvo. Então, com o propósito de amenizar os danos causados por esses produtos, este estudo foi realizado com o objetivo de prospectar novas moléculas com potencial para controle de E. heros e ação seletiva a organismos não-alvo (polinizadores). Foram sintetizadas 10 moléculas principais a partir do ácido mucoclórico. Para os testes de toxicidade, foram utilizados indivíduos em terceiro instar de Euschistus heros. O experimento foi conduzido, em primeiro momento, com a concentração de 3000 mg/L, equivalente a 0,3% das moléculas em solução. Os insetos foram expostos (dentro de frascos de vidro) a resíduos secos das moléculas e a mortalidade (%) foi avaliada após 24 e 48h de exposição. Em cada frasco foi utilizada uma alíquota de 1,8 mL de solução. Foram utilizadas 10 repetições por tratamento e o controle negativo foi feito com resíduos secos de acetona. As quatro moléculas com melhor desempenho (i.e., DE00, DE03, DE10 e DE12) foram testadas em diferentes concentrações para a construção de curvas dose-mortalidade. Das quatro moléculas selecionadas, as moléculas DE00, DE10 e DE12 apresentaram uma maior toxicidade com uma menor CL50 (concentração letal responsável pela mortalidade de 50% da população) e foram utilizadas para o teste de seletividade com as abelhas Partamona helleri (abelha sem ferrão) e Apis melífera (abelha africanizada). As abelhas foram alimentadas com solução de sacasore (50% m/v) contaminada com as moléculas, com auxílio de Tween 20 (0,1% [v/v]) e DMSO 1,25% [v/v]. Após 5h de alimentação, a dieta contaminada foi trocada por uma dieta pura (somente a sacarose 50% m/v) e os indivíduos foram avaliados por mais 24h para identificar a capacidade de recuperação dos insetos. Para este bioensaio, foram alimentadas 10 abelhas em cada unidade experimental, utilizando-se 5 repetições para cada molécula testada. Os controles negativos continham solução de sacarose 50% m/v com Tween 20 e DMSO. Felizmente, não foram registradas porcentagens significativas de mortalidade para ambas as espécies após 24 horas de experimento. Assim, conclui-se que as 3 moléculas testadas apresentam potencial inseticida promissor para o controle de E. heros e seletivo a abelhas, representando uma alternativa biorracional viável para o manejo sustentável dessa praga.
Palavras-chave Entomologia agrícola, controle bioracional, organismos não-alvo.
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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