Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21319

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro Outros
Primeiro autor Isabel Fernandes Vaz
Orientador GABRIELA PICCOLO MAITAN ALFENAS
Outros membros ANTONIO FERNANDES DE CARVALHO, Lucas Filipe Almeida, SOLIMAR GONCALVES MACHADO
Título Efeito de aditivos comerciais na atividade da protease AprX em leite desnatado
Resumo Introdução: O Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo, mas a indústria de laticínios enfrenta problemas para mitigar as consequências da contaminação do leite por bactérias psicotróficas. Pseudomonas spp. são capazes de secretar uma protease termorresistente, AprX, que compromete a estabilidade da matriz láctea. Objetivo: Avaliar o efeito de aditivos comerciais para controlar a gelificação enzimática do leite desnatado. Metodologia: Cinco aditivos comerciais, T1 (polifosfatos), T2 (pirofosfatos), T3 (citrato trissódico), T4 (tripolifosfatos) e T5 (ortofosfatos), foram incubados com o extrato contendo a protease AprX proveniente de Pseudomonas fluorescens 07A em tampão fosfato de sódio, pH 6,7. A atividade enzimática foi medida pelo método da azocaseína. Em seguida, o leite desnatado foi adicionado com 116 U/mL de AprX juntamente com cada um dos aditivos por 120 horas, tendo alíquotas retiradas nos tempos de 0, 2, 6, 12, 24 e 120 horas, e, com a enzima recuperada, dosou-se a atividade proteolítica remanescente. Utilizando 0,1 U/mL da AprX, avaliou-se o efeito sobre a gelificação do leite desnatado contendo 0,1 % (m/m) dos aditivos mencionados após passar pelo tratamento UHT. O estado de desestabilização do leite UHT foi acompanhado por registros fotográficos e SDS-Page nos tempos 0, 21, 42, 70, 84, 91 e 112 dias. Resultados: A atividade enzimática de AprX na presença dos aditivos mostrou que estes não afetaram a atividade proteolítica. Os resultados obtidos não apresentaram diferença estatística significativa em relação ao controle, com exceção dos ensaios com os aditivos T2 e T3, com atividade relativa de 57 e 83 %, respectivamente. Para o leite adicionado com AprX e aditivos por 120 horas, observou-se que a atividade recuperada foi menor que o controle positivo, que consistiu no leite mais AprX sem fosfatos, indicando que os aditivos surtem efeitos na presença de outros componentes do leite em menor tempo. O SDS-PAGE avaliou o desaparecimento da kappa-caseína do leite na presença dos aditivos mais AprX a longo prazo. O leite sem a presença de qualquer aditivo mais AprX gelificou com 84 dias, juntamente com o grupo experimental tratado com T1, enquanto os demais gelificaram em tempos inferiores a 84 dias. A natureza do aditivo interfere diretamente na estabilidade das micelas de caseínas, podendo inclusive acelerar o processo de gelificação, como observado em T4 e T5. Conclusão: Por fim, entende-se que muitos fatores podem estar envolvidos com o mecanismo de gelificação enzimática do leite e a adição de fosfatos comerciais pode ser uma alternativa para mitigar os efeitos da AprX no leite UHT.
Palavras-chave Pseudomonas, matriz láctea, aditivos no leite
Forma de apresentação..... Painel
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