Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21309

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Biologia Vegetal
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Juan José Messias
Orientador DIMAS MENDES RIBEIRO
Outros membros Deisy Johana Cuellar Lopez, Fred Augusto Lourêdo de Brito, Lubia da Silva Teixeira, Thaline Martins Pimenta
Título Interação entre ácido abscísico e elevada concentração de CO₂ atmosférico no crescimento de plantas de tomate sob salinidade
Resumo O ácido abscísico (ABA) é um dos principais reguladores da tolerância das plantas às condições de estresse salino. Além disso, a concentração elevada de dióxido de carbono (eCO2) é capaz de estimular o crescimento das plantas e mitigar os efeitos da salinidade nas plantas. No entanto, os mecanismos fisiológicos das plantas regulados por eCO2 e ABA em condições de salinidade ainda são pouco compreendidos. Neste estudo, investigamos como as trocas gasosas e o acúmulo de biomassa são afetadas pelo eCO2 em tomateiros do tipo selvagem (Solanum lycopersicum L.) cv. Micro-Tom (MT) e em mutantes que produzem níveis endógenos baixos (notabilis, not) e elevados (NCED) de ABA. As sementes de tomate foram semeadas em vasos contendo substrato comercial e cultivadas em câmaras de topo aberto (4.2 m de diâmetro e 2.4 m de altura) sob concentrações ambiente (aCO2, 410 ± 20 μmol mol⁻¹ ar) ou elevada de CO2 (eCO2, 750 ± 50 μmol mol⁻¹ ar) em casa de vegetação na Universidade Federal de Viçosa (20º45’ S, 42º 15’ W, 650 m altitude). Cilindros de CO2 comprimido foram usados constantemente para enriquecer a atmosfera dentro das câmaras de topo aberto. As plantas nas câmaras de topo aberto foram regadas com água deionizada (controle) ou com solução de NaCl 75 mM por 21 dias. Ao final do experimento foram analisadas a taxa de fotossíntese líquida (A), condutância estomática (gs), concentração interna de CO2 (Ci) e transpiração foliar (E) utilizando um analisador de gases a infravermelho (LI-6400XT, LI-COR, Lincoln, NE, USA). A área foliar total foi determinada usando um medidor de área foliar (Li-Cor Model 3100 Area Meter, Lincoln, NE, USA). O crescimento do genótipo not foi fortemente reduzido em comparação aos genótipos MT e NCED sob ambas as concentrações de CO2, principalmente quando as plantas not foram submetidas ao tratamento com NaCl. Entretanto, o eCO2 aumentou a biomassa total e a área foliar dos genótipos MT, not e NCED sob estresse salino em comparação aCO2. Além disso, as plantas NCED sob eCO2 mostraram um desempenho de crescimento superior em comparação aos genótipos MT e not em condições não salinas e salinas. O eCO2 aumentou significativamente as taxas de fotossíntese líquida e concentração interna de CO2 em todos os genótipos sob salinidade comparado ao aCO2. Sob aCO2 o tratamento com NaCl reduziu gs e E em plantas MT e not, o que não ocorreu em plantas NCED. No entanto, o eCO2 promoveu uma parcial recuperação em gs e aumento em E em plantas not. Coletivamente, nossos resultados sugerem que o ABA é essencial para sustentar o crescimento das plantas de tomate sob estresse salino, mas o eCO2 pode mitigar os efeitos do estresse salino ao aumentar a fotossíntese.
Palavras-chave Hormônios, estresse salino, Solanum lycopersicum L.
Forma de apresentação..... Painel
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