Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21286

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Victor Lima de Oliveira
Orientador SARAH APARECIDA VIEIRA RIBEIRO
Outros membros Fernanda de Aguiar Franco, Maria Luiza de Souza Ferreira, Melissa Camargos Bernardo da Silva, Renata Aparecida Fernandes Oliveira
Título Associação da Adiposidade Corporal com Marcadores Inflamatórios na Adolescência.
Resumo Introdução: A adolescência, compreendida entre 13 e 19 anos, é uma fase marcada por transformações comportamentais, sociais e biológicas. Essas promovem consequências como o aumento da adiposidade corporal e a elevação nos níveis de substâncias inflamatórias desencadeadas a partir de hábitos como alimentação inadequada e sedentarismo, O acúmulo dessas substâncias e suas repercussões na antropometria contribuem para a para ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, com impactos na adolescência, que podem se estender até a vida adulta. Objetivo: Avaliar impacto da variação de marcadores inflamatórios na adiposidade corporal de adolescentes. Método: Estudo longitudinal com 122 adolescentes atendidos pelo Programa de Apoio à Lactação (PROLAC) e avaliados enquanto recém nascidos, primeira infância e adolescência. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa (Parecer: 6.575.462). Os adolescentes foram incluídos mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos responsáveis e pelo Termo de Assentimento Livre e Esclarecido pelos próprios adolescentes. A análise de gordura corporal ginóide e andróide foi realizada pelo exame de densitometria óssea (DXA). Os marcadores inflamatórios avaliados foram Proteína C Reativa (PCR), Ácido Úrico, Neutrófilos e Linfócitos, obtidos a partir do exame de sangue. As variáveis ​​foram avaliadas quanto à normalidade pelo teste de Shapiro Wilk, em seguida, utilizou-se a correlação de Spearman para avaliar a relação entre gordura ginóide e andróide e os marcadores inflamatórios (p<0,05). Resultados: A amostra foi composta por 122 adolescentes, sendo 48,36% (n=59) do sexo feminino e 51,64% (n=63) do sexo masculino, com média de idade de 18,65. Foi observada correlação positiva significativa entre o percentual de gordura ginóide e os níveis de ácido úrico (r = 0,684; p < 0,01), bem como entre gordura andróide relativa e ácido úrico (r = 0,617; p < 0,01). A gordura ginóide absoluta apresentou correlação fraca, porém significativa, com PCR (r = 0,265; p = 0,009). Conclusão: Os resultados deste estudo evidenciam que o aumento da gordura ginóide e andróide em adolescentes pode influenciar os níveis séricos de ácido úrico e PCR, biomarcadores associados ao risco cardiovascular e processos inflamatórios, respectivamente. Esses achados reforçam a importância do monitoramento, por profissionais de saúde, da composição corporal e de marcadores bioquímicos em adolescentes, visando à detecção precoce de alterações metabólicas e à promoção de estratégias preventivas, com ênfase no comportamento alimentar e estilo de vida, para reduzir o risco de doenças crônicas na vida adulta.
Palavras-chave Gordura corporal, biomarcadores inflamatórios, adolescentes.
Forma de apresentação..... Vídeo
Link para apresentação Vídeo
Gerado em 0,75 segundos.