| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS10 |
| Setor | Departamento de História |
| Bolsa | PIBIC/CNPq |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Apoio financeiro | CNPq |
| Primeiro autor | Maria Eduarda Mangabeira Crescencio |
| Orientador | ANGELO ADRIANO FARIA DE ASSIS |
| Título | Matrimônios Negros na América Portuguesa: uma pespectiva formal e informal no século XVIII. |
| Resumo | Esta apresentação tem como objetivo expor considerações parciais do projeto de iniciação científica que se propõe a analisar as formas de matrimônio entre pessoas negras, escravizadas ou libertas, na América Portuguesa do século XVIII, considerando tanto as uniões oficiais quanto as informais. Parte-se da hipótese de que, apesar dos inúmeros impedimentos legais, econômicos e simbólicos, indivíduos negros mobilizaram estratégias para construir vínculos familiares. A pesquisa busca compreender como essas experiências afetivas foram vividas, expressas e registradas pelas fontes disponíveis. Embora o casamento fosse um sacramento controlado pela Igreja Católica, nem sempre era acessível, exigindo recursos financeiros, tempo e o cumprimento de uma série de exigências burocráticas e morais. Por esse motivo, muitas uniões se realizavam à margem da oficialidade, na forma de concubinatos, sendo estas formas alternativas de convivência frequentemente toleradas, mas pouco reconhecidas formalmente. A investigação se ancora na História Cultural e adota como base teórica a noção de que mesmo sujeitos historicamente marginalizados, como pessoas negras escravizadas, atuaram como agentes de suas próprias trajetórias, produzindo cultura, afetos e resistências. A análise se concentrará em fontes como processos eclesiásticos, registros paroquiais, testamentos e documentos inquisitoriais, que permitem observar as tensões existentes entre as normas institucionais e as práticas sociais, especialmente no que se refere ao controle social exercido pela Igreja e à autonomia possível entre os setores subalternizados da sociedade colonial. O estudo também pretende problematizar como era percebida, aceita ou rejeitada a oficialização do casamento entre pessoas negras e os diferentes significados atribuídos a essas uniões. Ao iluminar essas práticas cotidianas e afetivas, o projeto contribui para um entendimento mais amplo das experiências negras na América Portuguesa, deslocando o olhar da mera condição servil para uma abordagem que valoriza subjetividades, afetos, estratégias de pertencimento e agência social. Assim, este trabalho busca contribuir para a construção de uma visão mais profunda, sensível e complexa desses sujeitos, promovendo sua humanização na historiografia e ampliando o debate sobre suas formas de existência e resistência no contexto colonial. |
| Palavras-chave | Matrimônio escravo, Concubinato, Igreja Católica |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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