Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21272

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Microbiologia
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Getulio Aires Manfroi
Orientador MAURICIO DUTRA COSTA
Outros membros Daniela Cristina da Silva, FRANCISCO CLAUDIO LOPES DE FREITAS
Título Solubilização de fosfato tricálcico e produção de ácido indolacético por fungos dark septate endophytes in vitro
Resumo Os dark septate endophytes (DSE) representam grupo polifilético que coloniza o interior das raízes das plantas sem causar sintomas aparentes de doença. Essa associação pode ser identificada pela presença de estruturas típicas, caracterizadas por hifas melanizadas com septos, podendo ou não formar microescleródios. Apresentam vasta gama de hospedeiros, incluindo plantas daninhas e estão distribuídos em diversos ecossistemas. As interações entre as plantas e os DSEs são geralmente consideradas como sendo mutualistas, visto que ocorrem trocas benéficas de nutrientes (fósforo, nitrogênio, etc..) e carbono entre os parceiros, resultando na promoção do crescimento vegetal. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi o de avaliar a capacidade de solubilização de fosfato tricálcico e a produção de ácido indolacético (AIA) in vitro por isolados de DSE. Foram selecionados seis isolados de DSE proveniente de raízes de plantas daninhas (QP01, QP03, QP04, QP06, CC09 e CC17). Para as avaliações, os isolados foram inicialmente cultivados em meio BDA a 28 °C por sete dias. Posteriormente, para a avaliação da capacidade de solubilização de fosfato, três discos de ágar (7 mm) contendo micélio fúngico foram transferidos para frascos Erlenmeyer contendo 50 mL do meio NBRIP suplementado com fosfato tricálcico a 5 g L⁻¹ . Para a produção de AIA, três discos de ágar (7 mm) contendo micélio foram inoculados em 50 mL de caldo Czapek suplementado com 1 g L⁻¹ de L-triptofano. As culturas foram incubadas a 28 °C e 150 rpm, por sete dias, na ausência de luz. Após esse período, o sobrenadante foi filtrado utilizando-se filtro de papel quantitativo JP42 (poros de 8 µm), seguido de filtração por membrana de nitrocelulose com poros de 0,22 µm. Os experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com sete tratamentos (seis isolados e um controle, sem inoculação fúngica) e três repetições. O fósforo solúvel foi determinado pelo método do ácido ascórbico. Para a produção de AIA, 1 mL do sobrenadante foi adicionado a 1 mL do reagente de Salkowski, sendo mantido no escuro por 30 minutos. A absorbância foi lida a 530 nm e as concentrações de AIA determinadas por curva-padrão (0 a 100 µg mL⁻¹). Todos os seis isolados avaliados apresentaram a capacidade de solubilizar o fosfato tricálcico. A porcentagem do P solubilizado a partir dessa fonte variou de 2,12 a 5,98 %. O isolado mais promissor para a solubilização de fosfato in vitro foi o QP03. Todos os isolados mostraram-se capazes de produzir o fitormônio AIA e a produção variou de 4,9 a 24,0 µg/mL-1. O isolado que apresentou o maior potencial de produção de AIA foi o QP06, seguido do isolado QP04. Os isolados de DSEs obtidos apresentam potencial para a promoção do crescimento vegetal e deverão ser testados em casa-de-vegetação e no campo.
Palavras-chave Promoção do crescimento vegetal, Fungos endofíticos, Plantas daninhas.
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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