| Resumo |
Introdução: Os dados sobre o nascimento de um recém-nascido são essenciais para nortear investimentos em saúde pública. Em uma instituição de nível secundário em saúde da microrregião de Viçosa, a análise do perfil dos dados neonatais dos pacientes atendidos na pediatria contribui para a compreensão das características de saúde perinatal local e também para o direcionamento de recursos. Objetivos: Analisar o perfil de pacientes de 0 a 5 anos atendidos nos ambulatórios de Pediatria de uma instituição de nível secundária da microrregião de Viçosa quanto às suas características ao nascimento. Metodologia: A pesquisa possui caráter transversal e observacional. Os dados coletados a partir de 798 prontuários. Destes, 333 apresentavam faixa etária condizente com a pesquisa e estão incluídos na análise. As variáveis analisadas referem-se às características das crianças ao nascimento e incluem: idade gestacional (IG), via de parto, classificação do peso quanto à idade gestacional e ao valor absoluto, gemelaridade, hospitalização ao nascimento e necessidade de internação na UTIN, idade na 1ª consulta na unidade e idade materna. Resultados: Houve falta de informações em todas as categorias dos 333 prontuários analisados. No que tange à IG, tem-se: 82% (n=191) nascidos à termo, 2,2% (n=5) pós-termos, 12% (n=28) prematuros tardios, 3% (n=7) moderadamente prematuros, 0,4% (n=1) muito precoce e, também um, extremamente precoce, com IG de 24 semanas e 4 dias. A principal via de parto foi cesárea (96,4%) enquanto que 1,8% nasceram por via vaginal e 1,8%, via fórceps. Quanto ao peso, em relação à IG, 82% (n=192) apresentaram peso adequado, 10,3% (n=24) pequenos e 7,7% (n=18) grandes; quanto ao valor de peso absoluto, 76,8% (n=166) peso normal, 14,8 (n=32) baixo peso, 1,4% (n=3) muito baixo peso, 0,5% (n=1) extremo baixo peso e 6,5% (n=14) macrossômicos. Das 277 respostas quanto à gemelaridade, apenas 4% (n=11) eram gemelares. A maioria que respondeu não foi hospitalizado, 64,1% (n=104); e nem necessitou de internação na UTIN, 77,8% (n=168). Quanto à idade na primeira consulta, a maioria, 31,1% (n=95), tinha entre 1 mês e 3 meses. Sobre a idade materna, a maior parte estava entre 30-35 anos, 33,8% (n=27). Conclusões: Embora houvesse informações faltantes nas categorias analisadas, a análise dos dados possibilita o conhecimento epidemiológico dos pacientes pediátricos atendidos na microrregião, considerando parâmetros variados quanto ao nascimento e ao desenvolvimento. Por meio dessa pesquisa, percebe-se que a avaliação detalhada acerca dos dados da população assistida pelos serviços de saúde é fundamental para aprimorar o cuidado em saúde, e também para sinalizar os pontos de trabalho das equipes em meio às particularidades da região. |