Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21262

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Ensino médio
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Econômicas: ODS8
Setor Colégio de Aplicação - Coluni
Bolsa PIBIC Ensino Médio
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor HENRIQUE FREIRE SILVA ROSA
Orientador ALESSANDRA GOMES MENDES TOSTES
Título As tecnologias digitais e a ideia de produtividade no setor de serviços
Resumo ROSA, Henrique Freire Silva. TOSTES, Alessandra Gomes Mendes.
A presente pesquisa visa compreender a relação entre as tecnologias digitais e a ideia
de produtividade no setor de serviços, com foco na realidade dos trabalhadores
inseridos em plataformas digitais. Além desses, busca-se demonstrar os
processos de acirramento da precarização das condições de trabalho a partir da
uberização e configurar a formação de uma nova ‘classe que vive do trabalho’, ou de
um ‘novo proletariado’ na era digital. A partir desses objetivos, adotou-se como
procedimento metodológico, a revisão bibliográfica de artigos e publicações sobre o
tema em questão, a fim avançar nos objetivos e constituir a base conceitual para a
análise dos dados. A investigação se ancora no conceito de “classe-que-vive-do-
trabalho”, proposto por Antunes (2009), para examinar os efeitos da flexibilização,
terceirização e precarização das relações de trabalho mediadas por plataformas como
Uber e IFood. No decorrer do estudo, foi possível confirmar a relação estreita entre o
uso das novas tecnologias, como smartphones, com a produtividade dos
trabalhadores que oferecem a mão de obra para realizar os serviços mediados pelas
plataformas digitais - com foco nos trabalhadores do IFood na cidade de Viçosa-MG.
Constatou-se ainda que, mesmo sendo uma forma dos trabalhadores terem a
oportunidade de criarem novas fontes de renda, num contexto econômico-
social de desemprego e precarização do trabalho, o serviço prestado se encontra em
constante precarizaçao e flexibilização, uma vez que o trabalhador não tem,
praticamente, proteção alguma das leis trabalhistas e fica sujeito à transferência de
responsabilidades da empresa-plataforma, no caso aqui analisado a Ifood, para os entregadores. Desse modo, passamos a entender que no
mundo do trabalho atualmente há uma falsa ideia de “pejotização” a qual, mesmo o
trabalhador podendo escolher alguns elementos de seu trabalho, como horário e local
de realização, ele ainda se encontra intimamente ligado a empresa, estando
subordinado ao algoritmo, à determinação do preço do serviço por peça, sobre a
distribuição e oferta de serviço, caracterizando assim o trabalho subordinado por meio
de plataformas digitais, conceito de extrema importância para esta pesquisa. Em
decorrência de tais processos e novas ofertas de serviços, entende-se como iminente o
surgimento de uma nova classe social, denominada precariado, compreendida por
pessoas trabalhadoras que executam atividades desprovidas de direitos, de estabilidade
e de garantia de renda, como atesta Filgueiras e Antunes (2020). Portanto, a presente
pesquisa utiliza os conceitos discutidos à análise das realidades dos entregadores e
motoristas autônomos na cidade de Viçosa/MG, observando como os aplicativos são
utilizados para captar clientes, navegar pela cidade, efetuar transações financeiras e
aumentar a produtividade dos trabalhadores, contribuindo para a análise crítica do
mundo do trabalho contemporâneo.
Palavras-chave Uberização, Trabalho, Precarização
Forma de apresentação..... Vídeo
Link para apresentação Vídeo
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