| ISSN | 2237-9045 |
|---|---|
| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Ensino médio |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Econômicas: ODS8 |
| Setor | Colégio de Aplicação - Coluni |
| Bolsa | PIBIC Ensino Médio |
| Conclusão de bolsa | Sim |
| Apoio financeiro | CNPq |
| Primeiro autor | HENRIQUE FREIRE SILVA ROSA |
| Orientador | ALESSANDRA GOMES MENDES TOSTES |
| Título | As tecnologias digitais e a ideia de produtividade no setor de serviços |
| Resumo | ROSA, Henrique Freire Silva. TOSTES, Alessandra Gomes Mendes. A presente pesquisa visa compreender a relação entre as tecnologias digitais e a ideia de produtividade no setor de serviços, com foco na realidade dos trabalhadores inseridos em plataformas digitais. Além desses, busca-se demonstrar os processos de acirramento da precarização das condições de trabalho a partir da uberização e configurar a formação de uma nova ‘classe que vive do trabalho’, ou de um ‘novo proletariado’ na era digital. A partir desses objetivos, adotou-se como procedimento metodológico, a revisão bibliográfica de artigos e publicações sobre o tema em questão, a fim avançar nos objetivos e constituir a base conceitual para a análise dos dados. A investigação se ancora no conceito de “classe-que-vive-do- trabalho”, proposto por Antunes (2009), para examinar os efeitos da flexibilização, terceirização e precarização das relações de trabalho mediadas por plataformas como Uber e IFood. No decorrer do estudo, foi possível confirmar a relação estreita entre o uso das novas tecnologias, como smartphones, com a produtividade dos trabalhadores que oferecem a mão de obra para realizar os serviços mediados pelas plataformas digitais - com foco nos trabalhadores do IFood na cidade de Viçosa-MG. Constatou-se ainda que, mesmo sendo uma forma dos trabalhadores terem a oportunidade de criarem novas fontes de renda, num contexto econômico- social de desemprego e precarização do trabalho, o serviço prestado se encontra em constante precarizaçao e flexibilização, uma vez que o trabalhador não tem, praticamente, proteção alguma das leis trabalhistas e fica sujeito à transferência de responsabilidades da empresa-plataforma, no caso aqui analisado a Ifood, para os entregadores. Desse modo, passamos a entender que no mundo do trabalho atualmente há uma falsa ideia de “pejotização” a qual, mesmo o trabalhador podendo escolher alguns elementos de seu trabalho, como horário e local de realização, ele ainda se encontra intimamente ligado a empresa, estando subordinado ao algoritmo, à determinação do preço do serviço por peça, sobre a distribuição e oferta de serviço, caracterizando assim o trabalho subordinado por meio de plataformas digitais, conceito de extrema importância para esta pesquisa. Em decorrência de tais processos e novas ofertas de serviços, entende-se como iminente o surgimento de uma nova classe social, denominada precariado, compreendida por pessoas trabalhadoras que executam atividades desprovidas de direitos, de estabilidade e de garantia de renda, como atesta Filgueiras e Antunes (2020). Portanto, a presente pesquisa utiliza os conceitos discutidos à análise das realidades dos entregadores e motoristas autônomos na cidade de Viçosa/MG, observando como os aplicativos são utilizados para captar clientes, navegar pela cidade, efetuar transações financeiras e aumentar a produtividade dos trabalhadores, contribuindo para a análise crítica do mundo do trabalho contemporâneo. |
| Palavras-chave | Uberização, Trabalho, Precarização |
| Forma de apresentação..... | Vídeo |
| Link para apresentação | Vídeo |
|---|