Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21223

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Engenharia Agrícola
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Wellerson de Oliveira Alves da Silva
Orientador RENATA CASSIA CAMPOS
Outros membros Constância Consentino Teixeira Oliveira, Giovanna Ayumi Teobaldo Orita, Lorrany de Paula Garcia
Título Cinética de secagem e propriedades termodinâmicas da casca de café (Coffea arabica l.) Proveniente do método de via úmida
Resumo A produção de café gera uma quantidade expressiva de resíduos, com 95% do fruto descartado representando um desafio ambiental significativo, podendo ser uma oportunidade valiosa para agregação de valor. A casca, possui em sua composição carboidratos (57,8%), fibras (31,9%), proteínas (9,2%) e compostos bioativos (cafeína 1,3%; taninos 4,5%), indicando seu alto potencial como subproduto. Visando otimizar o beneficiamento e a valorização desse resíduo, este estudo analisou a cinética e as propriedades termodinâmicas da secagem da casca de café. O estudo ocorreu nos Laboratórios de Secagem e Armazenamento de Produtos Agrícolas (DEA) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa, MG. Cascas de café da variedade Catuaí vermelho, foram adquiridas de produtores locais e passaram pelo processo de via úmida (despolpados). A secagem ocorreu através de secadores tipo leito fixo a 30 °C, 40 °C e 50 °C, monitorando-se o teor de água ao longo do tempo. A modelagem matemática da cinética de secagem utilizou equações empíricas e semiempíricas, e os parâmetros termodinâmicos (ΔH, ΔS, ΔG) foram calculados. A secagem em altas temperaturas acelerou o processo, com uma rápida perda de umidade inicial (200-400 min). A secagem a 50 °C foi a mais rápida, enquanto 40 °C destacou-se como a mais eficiente e uniforme (menor coeficiente de variação de 2,46%). As cascas secas apresentaram aspecto crocante e quebradiço, devido à menor presença de mucilagem em sua composição. O teor de umidade inicial (87,30% b.u.; 687,88% b.s.) foi significativamente reduzido (5,72% b.u.; 6,07% b.s.). O modelo de Henderson e Pabis Modificado demonstrou notável eficácia na descrição da cinética de secagem das cascas de café temperaturas de 30 °C, 40 °C e 50 °C, apresentando elevados coeficientes de determinação (R² ≥ 0,98) e erros médios relativos (MRE) consistentemente baixos (0,002 para 30°, 0,001 para 40°C e 0,00002 para 50°C). Essa adaptabilidade em diferentes condições de temperatura o destaca como uma ferramenta robusta para modelar o processo de secagem deste resíduo agroindustrial. A análise termodinâmica mostrou que a entalpia (ΔH) aumentou com a temperatura (2,5204 kJ/mol a 30 °C para 2,6867 kJ/mol a 50 °C), e a entropia (ΔS) negativa (-0,2326 kJ/mol a 30 °C para -0,2209 kJ/mol a 50 °C) indicou diminuição da desordem, sendo mais pronunciada a 40 °C. O processo foi espontâneo, com a menor energia livre de Gibbs (ΔG) a 40 °C (77,2417 KJ/mol), sugerindo que esta temperatura otimiza a transferência de calor e remoção de umidade. Conclui-se que a temperatura de 40 °C é a mais eficiente e energeticamente favorável para a secagem da casca de café convencional, um resultado alinhado à temperatura ideal para a secagem de grãos de café. Esses resultados reforçam a importância da otimização do processo de secagem para a valorização dos resíduos do café, a fim de promover a sustentabilidade ambiental e econômica da cadeia do café.
Palavras-chave resíduo agroindustrial, modelos matemáticos, sustentabilidade
Forma de apresentação..... Painel
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