Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21214

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Agronomia
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Ian Barbosa Goncalves
Orientador MAICON NARDINO
Outros membros Igor Rodrigues Salvador de Menezes, Maria Luiza Gonçalves Silva, Ovidio Manhago Salvador, Rafael Tobias Lang Fronza
Título Modelando o efeito de competição intergenotípica para seleção de progênies de trigo
Resumo A obtenção de cultivares superiores de trigo tropical demanda estratégias para a seleção de plantas que permitem modelar efeitos genéticos, de ambiente e de competição entre plantas. Este estudo teve como objetivo analisar o efeito da competição intergenotípica, mensurada pelo índice de competição (IC), na seleção de progênies F₂ e F₃ em uma população segregante (cruzamento CD 151 x ORS Senna), composta por 313 plantas cultivadas sob espaçamento controlado. O índice de competição (Muir, 2005) foi desenvolvido como uma covariável que captura a intensidade de competição entre plantas com base na distância euclidiana entre vizinhos nas dimensões de linha e coluna, corrigindo possíveis vieses associados à simples contagem de vizinhos.
A análise foi conduzida comparando dois modelos mistos: um sem ajuste para competição (M1) e outro com ajuste via índice de competição (M2). A inclusão do índice aumentou a acurácia preditiva dos modelos, evidenciando efeito significativo da competição sobre os caracteres fenotípicos avaliados, sobretudo o peso de grãos por planta. Foi realizada uma correção na média fenotípica das plantas sob alta competição, permitindo uma estimativa mais acurada do seu desempenho genético. A seleção de 50 plantas com base no BLUP corrigido revelou que seis indivíduos diferiram entre os modelos, indicando que a não correção para competição pode levar à subestimação do potencial de plantas mais vigorosas.
A distribuição das plantas selecionadas por faixa de índice de competição revelou que o modelo M2 teve tendencia de selecionar plantas sob maior competição (IC médio de 0,20), enquanto o modelo M1 favoreceu aquelas com menor competição (IC médio de 0,18). Por exemplo, na faixa de IC entre 0,0 e 0,09, foram selecionadas 11 plantas no M1 e apenas 7 no M2. Por outro lado, nas faixas superiores (IC ≥ 0,3), o M2 apresentou maior número de plantas selecionadas. Isso reforça a hipótese de que a inclusão da competição como covariável no modelo estatístico proporciona uma seleção mais robusta e fiel ao mérito genético dos indivíduos, mitigando os efeitos ambientais de vizinhança.
Os resultados demonstram que a correção por competição, sobretudo em gerações precoces, é essencial para evitar exclusões indevidas de genótipos promissores. O índice de competição, ao considerar a geometria espacial do arranjo experimental, mostrou-se uma alternativa eficiente para mensurar efeitos de competição em plantas autógamas, e pode ser incorporado aos modelos mistos de predição genética como uma ferramenta auxiliar à seleção precoce em programas de melhoramento genético de trigo tropical.
Palavras-chave Competição intergenotípica, Melhoramento de trigo, Triticum aestivum L.
Forma de apresentação..... Painel
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