| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Agrárias |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS2 |
| Setor | Departamento de Agronomia |
| Bolsa | CNPq |
| Conclusão de bolsa | Sim |
| Apoio financeiro | CNPq |
| Primeiro autor | Ian Barbosa Goncalves |
| Orientador | MAICON NARDINO |
| Outros membros | Igor Rodrigues Salvador de Menezes, Maria Luiza Gonçalves Silva, Ovidio Manhago Salvador, Rafael Tobias Lang Fronza |
| Título | Modelando o efeito de competição intergenotípica para seleção de progênies de trigo |
| Resumo | A obtenção de cultivares superiores de trigo tropical demanda estratégias para a seleção de plantas que permitem modelar efeitos genéticos, de ambiente e de competição entre plantas. Este estudo teve como objetivo analisar o efeito da competição intergenotípica, mensurada pelo índice de competição (IC), na seleção de progênies F₂ e F₃ em uma população segregante (cruzamento CD 151 x ORS Senna), composta por 313 plantas cultivadas sob espaçamento controlado. O índice de competição (Muir, 2005) foi desenvolvido como uma covariável que captura a intensidade de competição entre plantas com base na distância euclidiana entre vizinhos nas dimensões de linha e coluna, corrigindo possíveis vieses associados à simples contagem de vizinhos. A análise foi conduzida comparando dois modelos mistos: um sem ajuste para competição (M1) e outro com ajuste via índice de competição (M2). A inclusão do índice aumentou a acurácia preditiva dos modelos, evidenciando efeito significativo da competição sobre os caracteres fenotípicos avaliados, sobretudo o peso de grãos por planta. Foi realizada uma correção na média fenotípica das plantas sob alta competição, permitindo uma estimativa mais acurada do seu desempenho genético. A seleção de 50 plantas com base no BLUP corrigido revelou que seis indivíduos diferiram entre os modelos, indicando que a não correção para competição pode levar à subestimação do potencial de plantas mais vigorosas. A distribuição das plantas selecionadas por faixa de índice de competição revelou que o modelo M2 teve tendencia de selecionar plantas sob maior competição (IC médio de 0,20), enquanto o modelo M1 favoreceu aquelas com menor competição (IC médio de 0,18). Por exemplo, na faixa de IC entre 0,0 e 0,09, foram selecionadas 11 plantas no M1 e apenas 7 no M2. Por outro lado, nas faixas superiores (IC ≥ 0,3), o M2 apresentou maior número de plantas selecionadas. Isso reforça a hipótese de que a inclusão da competição como covariável no modelo estatístico proporciona uma seleção mais robusta e fiel ao mérito genético dos indivíduos, mitigando os efeitos ambientais de vizinhança. Os resultados demonstram que a correção por competição, sobretudo em gerações precoces, é essencial para evitar exclusões indevidas de genótipos promissores. O índice de competição, ao considerar a geometria espacial do arranjo experimental, mostrou-se uma alternativa eficiente para mensurar efeitos de competição em plantas autógamas, e pode ser incorporado aos modelos mistos de predição genética como uma ferramenta auxiliar à seleção precoce em programas de melhoramento genético de trigo tropical. |
| Palavras-chave | Competição intergenotípica, Melhoramento de trigo, Triticum aestivum L. |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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