| Resumo |
O presente trabalho foi executado pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), na Escola Estadual Padre Álvaro Corrêa Borges, na disciplina de História, com a professora Tatiana Maria Fontes da Silva, com a turma do 9° ano. Desenvolvida no primeiro bimestre, a atividade foi planejada com o objetivo de aprofundar a aprendizagem sobre a Primeira República brasileira, com ênfase nas questões sociais, políticas e culturais. A proposta consistiu na elaboração de jornais em dois formatos distintos: manchete impressa ou telejornal encenado. Por sorteio, os temas "O papel das mulheres na Primeira República" e "Os negros no pós-abolição" foram abordados em formato de manchete jornalística; já "A Revolta da Vacina" e "Coronelismo" foram desenvolvidos como telejornais. A atividade foi distribuída em três aulas sequenciais. A primeira aula foi destinada à explicação detalhada da proposta, sorteio dos temas e organização dos grupos. A segunda aula concentrou-se na produção do material. Já a terceira aula foi reservada às apresentações finais, nas quais os grupos compartilharam suas produções com a turma. A avaliação contemplou tanto aspectos processuais quanto o produto final, levando em conta o envolvimento dos estudantes nas etapas de preparação, o comportamento colaborativo em grupo, a criatividade na abordagem dos temas e a clareza na exposição das ideias durante as apresentações. Como resultado, muitos estudantes apresentaram desenvoltura acima do esperado ao assumirem papéis de apresentadores e repórteres, utilizando vestimenta e vocabulário adequados e construindo falas coerentes com os fatos históricos representados. Os grupos que trabalharam com os temas das mulheres na Primeira República e dos negros no pós-abolição demonstraram sensibilidade ao relacionar o passado com problemáticas atuais, evidenciando a permanência de desigualdades de gênero e raça na sociedade brasileira. Já os telejornais sobre a Revolta da Vacina e o coronelismo destacaram-se pela criatividade nas encenações e pela capacidade de relacionar as estruturas de poder e resistência social em diferentes contextos. Além disso, foi possível observar maior envolvimento de alunos que, em atividades anteriores, apresentavam menor participação em sala. O formato dinâmico e colaborativo incentivou o engajamento coletivo e o sentimento de pertencimento ao processo de construção do conhecimento. Conclui-se que a proposta foi eficaz por tornar o conteúdo mais atrativo e acessível, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades múltiplas e para a construção de uma aprendizagem significativa. Ao unir conhecimento histórico, linguagem jornalística e expressão artística, a atividade aproximou os alunos de práticas discursivas que favorecem a leitura crítica da realidade e o entendimento do passado como parte ativa do presente. |