Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21210

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Microbiologia
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Igor Henrique Martins
Orientador FELIPE ALVES DE ALMEIDA
Outros membros Sabrina Vogel Salerno, Verlúcio Alves de Aguiar Júnior
Título Detecção de moléculas de quorum sensing em bactérias lipolíticas isoladas de efluentes de laticínio
Resumo O quorum sensing (QS) é um mecanismo de comunicação bacteriana que permite a coordenação de comportamentos coletivos dependentes da densidade populacional, por meio da síntese, transporte e detecção de moléculas sinalizadoras denominadas autoindutores (AIs). Quatro classes de AIs são conhecidas: autoindutor-1 (AI-1), autoindutor-2 (AI-2), autoindutor-3 (AI-3) e os peptídeos autoindutores (AIPs). O AI-1, também chamado de N-acil-homoserina lactona (AHL), é típico de bactérias Gram-negativas e atua por meio das proteínas LuxI e LuxR, ou suas homólogas, responsáveis pela síntese e detecção dessas moléculas, respectivamente. O QS mediado por AI-1 confere às bactérias um papel estratégico na percepção de sinais próprios e interespécies, levando à regulação da expressão de genes, como aqueles relacionados à formação de biofilmes, motilidade, produção de pigmentos e enzimas, entre outros que conferem certas vantagens. Assim, o presente trabalho objetivou investigar a produção de AHLs por bactérias lipolíticas isoladas do efluente do “Laticínio Escola – Produtos Viçosa”, vinculada à Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE), em Viçosa, MG, Brasil. Foram analisados 11 isolados Gram-negativos (de LIP1 a LIP11), além dos controles positivo e negativo para a síntese de AHL (Enterobacter cloacae 067 e Enterobacter cloacae 067T, respectivamente). Como biossensores, foram utilizadas as bactérias Chromobacterium subtsugae CV026, anteriormente classificada como Chromobacterium violaceum CV026, e Escherichia coli pSB403, capazes de detectar AHLs regulando a produção de violaceína e bioluminescência, respectivamente. Todas as bactérias foram ativadas e reativadas em caldo Luria Bertani (LB) por 24 h a 37 °C, exceto C. subtsugae CV026, incubada a 30 °C. Posteriormente, foi realizado o plaqueamento de um isolado e de uma bactéria biossensora em estrias paralelas em ágar LB semissólido com 0,75% (m/v) de ágar, para favorecer a difusão das AHLs. As placas foram incubadas a 30 °C para C. subtsugae CV026 e a 37 °C para E. coli pSB403. Após 24 h, nenhum dos isolados testados induziu a produção de violaceína por C. subtsugae CV026, mas LIP6 e LIP8 induziram a bioluminescência de E. coli pSB403, sugerindo produção de AHLs. Entretanto, não se pode afirmar que os demais isolados não produzem AHLs, uma vez que a concentração dessas moléculas pode estar abaixo do limite de detecção dos biossensores utilizados, ou pode haver variação estrutural nas AHLs produzidas que não é reconhecida pelo QS do biossensor. Esses achados reforçam o papel estratégico do QS em isolados ambientais e destacam a importância de aprofundar sua caracterização. Como perspectivas, recomenda-se a ampliação da triagem com outros biossensores, além da caracterização estrutural das AHLs por técnicas como cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS). Também se sugerem estudos funcionais para avaliar o impacto do QS em fenótipos relevantes, como a atividade lipolítica e a formação de biofilmes.
Palavras-chave biossensor, comunicação bacteriana, N-acil homoserina lactona
Forma de apresentação..... Painel
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