Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21204

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Pós-graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Engenharia Agrícola
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Felipe Guimarães Abrantes Lacerda
Orientador MARCUS VINICIUS DE ASSIS SILVA
Outros membros Carollayne Gonçalves Magalhães, Emanoel Henrique Fialho Ferreira, LEDA RITA DANTONINO FARONI, LUANA HAEBERLIN
Título Ozonização de café em sistema de microbolhas: descontaminação microbiológica e qualidade
Resumo O uso da água ozonizada é uma das tecnologias alternativas que têm se destacado na descontaminação microbiológica de alimentos. Objetivou-se com este trabalho determinar o potencial da água ozonizada na descontaminação microbiológica e preservação da qualidade sensorial do café. Foi utilizado o café Arábica (Coffea arabica L.), variedade Catuaí Vermelho colhido de um talhão com altitude de aproximadamente 920 metros na região das Matas de Minas. Para o tratamento foram utilizadas amostras de 10 kg de café cereja descascado. Estas amostras foram submetidas à imersão em água com microbolhas sem ozônio e em água com microbolhas de ozônio por períodos iguais a 40, 60 e 90 minutos. A imersão do café foi feita em um tanque de polipropileno nas dimensões (0,15 x 0,35 x 0,75 m) e capacidade para 30 litros de água. Para a geração das microbolhas sem ozônio e microbolhas de ozônio na água foi utilizado um gerador de microbolha responsável pela circulação da água, a uma vazão volumétrica de 0,43 m3 h-1. Imediatamente após o processo de imersão do café, as amostras foram distribuídas em terreiros suspensos para a secagem. Para avaliar o efeito do tratamento na descontaminação microbiológica do café foram realizadas contagens de fungos filamentosos e leveduras, além das bactérias mesófilas. A caracterização da qualidade do café após os tratamentos foi feita através da análise sensorial baseada no protocolo da Associação de Cafés Especiais (SCAA). Para avaliar a qualidade físico-química da água de imersão do café foram feitas análises de condutividade elétrica, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio) e turbidez. O experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado e foram feitos três tipos de tratamentos com o café cereja descascado (imersão em água com microbolhas sem ozônio, imersão em água com microbolhas de ozônio e apenas descascamento convencional). Os resultados da análise sensorial para o café cereja descascado não apresentaram diferença estatística significativa (P < 0,05) com pontuação média de 80,29. Em relação à descontaminação microbiológica para o café cereja descascado, o tratamento com imersão em água com microbolhas de ozônio por 40 min foi responsável por reduzir em 1,13 log UFC g-1 a contaminação por fungos filamentosos e leveduras. Para mesófilos aeróbios, este mesmo tratamento foi responsável por reduzir 0,54 log UFC g-1. Em relação às análises físico-químicas da água é importante destacar que houve uma redução expressiva nos valores de DBO e DQO na água de imersão do café cereja descascado com microbolhas de ozônio por 90 min. Os valores de DBO e DQO ao final deste tratamento foram iguais a 46,63 ± 1,62 e 93,43 ± 3,91 mg L-1 respectivamente. É possível concluir que a aplicação de água ozonizada como um pré-tratamento na secagem do café é uma tecnologia promissora para realizar a descontaminação microbiológica e manter a qualidade de cafés especiais.
Palavras-chave Coffea arábica L., Pós-colheita, Ozônio.
Forma de apresentação..... Painel
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