Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21198

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Exatas e Tecnológicas
Área temática Dimensões Ambientais: ODS13
Setor Departamento de Química
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Amanda Santos Cheles da Silva
Orientador MAURINO MAGNO DE JESUS JUNIOR
Outros membros Bianca Barros Marangon, FABIO DE AVILA RODRIGUES, MARIA LUCIA CALIJURI
Título Desafios da Produção de Bio-óleo de Microalgas em Escala Industrial: Custos, Eficiência e Oportunidades Tecnológicas
Resumo A produção de bio-óleo a partir de microalgas tem se destacado como uma alternativa sustentável frente à crescente demanda por fontes renováveis de energia. As microalgas apresentam atributos únicos, como alta taxa de crescimento, eficiência na fixação de CO₂ e capacidade de acumular lipídios e outros compostos orgânicos que podem ser convertidos em biocombustíveis. Dentre as rotas tecnológicas disponíveis, a liquefação hidrotérmica (LHT) é especialmente atrativa por operar com biomassa úmida, aproveitando a própria água do cultivo como meio reacional, o que elimina a necessidade de secagem prévia e proporciona significativa economia energética. Com base em uma revisão de artigos científicos disponíveis em plataformas como ScienceDirect e Springer Nature, foram selecionados estudos que integram simulação de processos e análise de viabilidade econômica da LHT de microalgas utilizando o software Aspen Plus. O objetivo foi identificar gargalos técnicos e econômicos que ainda limitam a aplicação industrial desta rota. Em aproximadamente 80% dos artigos analisados, considera-se o custo de aquisição da biomassa, o que eleva os custos operacionais e resulta em preços mínimos de venda do combustível (PMVC) entre 11,00 e 12,56 USD/GGE (dólar por galão equivalente de gasolina). A análise de sensibilidade aponta o preço da microalga e o rendimento da conversão como os fatores mais críticos. Por outro lado, estudos que integram o cultivo de microalgas a sistemas de tratamento de efluentes, estratégia que elimina o custo de aquisição da biomassa, apresentam aumento no capital de investimento, devido à necessidade de infraestrutura para cultivo (lagoas ou fotobiorreatores), mas conseguem reduzir significativamente o PMVC, alcançando valores em torno de 4,30 USD/GGE. Nesses cenários, o rendimento do reator permanece como a principal variável de impacto. A simplificação da etapa de separação do bio-óleo da fase aquosa, em alguns trabalhos, é um fator relevante na redução do PMVC, ao diminuir os custos operacionais e alcançar valores de 3,46 e 5 USD/GGE, significativamente inferiores aos obtidos em processos que utilizam solventes orgânicos na etapa de separação, cujo PMVC atinge 12,23 e 12,56 USD/GGE. Esses resultados reforçam a necessidade de desenvolver estudos mais robustos e aprofundados focados na otimização e separação. Com base nesses achados, observa-se que os principais gargalos para viabilizar a produção de bio-óleo estão relacionados ao alto custo da biomassa, à eficiência do reator, ao consumo energético e à falta de aproveitamento das correntes residuais. Assim, trabalhos futuros devem focar no desenvolvimento de sistemas integrados de cultivo, no uso de catalisadores mais seletivos e estáveis, na valorização da fase aquosa e sólida resultantes da LHT. Essas abordagens podem contribuir para melhorar o rendimento global do processo, reduzir custos e ampliar a viabilidade ambiental e econômica em escala industrial.
Palavras-chave Simulação, Aspen plus, liquefação hidrotérmica
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
Gerado em 0,76 segundos.