Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21192

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS13
Setor Departamento de Biologia Vegetal
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPESC, Outros
Primeiro autor Júlia Duarte Mendes
Orientador LUZIMAR CAMPOS DA SILVA
Outros membros Cláudia Maria Furlan, Graciele Daiane Diniz Soares, Hugo Humberto de Araújo, Silvia Ribeiro de Souza
Título Impactos da poluição atmosférica na vegetação nativa da região metropolitana de São Paulo: biomarcadores morfoanatômicos de estresse e caracteres de tolerância em quatro espécies vegetais da mata atlântica.
Resumo A poluição atmosférica antropogênica impacta a região metropolitana de São Paulo (RMSP), majoritariamente devido aos elevados níveis de ozônio (O3) e material particulado. A vegetação dos remanescentes florestais da RMSP pode ser utilizada como bioindicadora da poluição atmosférica. O nível de tolerância ou sensibilidade das espécies depende da arquitetura e organização dos tecidos foliares e fatores como sazonalidade climática. O presente trabalho objetivou caracterizar biomarcadores morfoanatômicos de estresse promovidos pela poluição atmosférica em quatro espécies nativas, Alchornea sidifolia Müll.Arg., Casearia sylvestris Sw., Guarea macrophylla Vahl e Machaerium nyctitans (Vell.) Benth., em duas áreas na RMSP durante o período chuvoso, USP (maior nível de poluição atmosférica) e RMG (área de referência). Além disso, investigou-se os caracteres anatômicos relacionados à tolerância ou sensibilidade nessas espécies. Fragmentos de folhas completamente expandidas, sem sintomas visuais foram coletados e fixados em formalina neutra tamponada. Parte das amostras foi incluída em historesina e seccionada em micrótomo rotativo para avaliação em microscopia de luz. As lâminas foram coradas com Azul de toluidina para análise estrutural, Sudan black para lipídeos totais e Cloreto férrico para compostos fenólicos. Outra parte das amostras foi submetida à dissociação epidérmica para avaliação dos tricomas e estômatos. Todas as espécies apresentam epiderme uniestratificada, mesofilo dorsiventral e folha hipoestomática. A. sidifolia e C. sylvestris possuem mesofilo compacto e espaço intercelular reduzido, sendo comum a presença de ductos e cavidades em C. sylvestris. G. macrophylla e M. nyctitans apresentam numerosos espaços intercelulares, com presença de idioblastos mucilaginosos em M. nyctitans. Indivíduos coletados em USP apresentaram acúmulo de compostos fenólicos, colapso das células epidérmicas, colapso e retração do protoplasto, hipertrofia das células do parênquima clorofiliano, idioblasto mucilaginoso mais volumoso e núcleo colapsado. Os indivíduos coletados em RMG apresentaram danos em menor intensidade, limitados à retração do protoplasto e colapso de células epidérmicas. A. sidifolia e C. sylvestris foram mais tolerantes devido ao acúmulo de compostos fenólicos, espessura acentuada da cutícula e presença de tricomas lignificados em A. sidifolia. G. macrophylla e M. nyctitans foram mais suscetíveis devido ao maior espaço celular entre as células do mesofilo, e cutícula mais delgada, como observado em M. nyctitans. Em conclusão, mesmo durante o período chuvoso a poluição atmosférica promove danos e alterações anatômicas em plantas na RMSP. Os danos foram mais intensos em plantas coletadas em USP em comparação à RMG. Além disso, a organização das estruturas anatômicas, como arranjo do mesofilo, espessura da cutícula e acúmulo de metabólitos secundários contribuem na tolerância ou sensibilidade à poluição atmosférica em espécies vegetais na RMSP.
Palavras-chave Anatomia vegetal, Bioindicadores, Ozônio
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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