Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21089

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Econômicas: ODS8
Setor Departamento de Administração e Contabilidade
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CAPES, CNPq
Primeiro autor Anna Gabriella Godinho Vaz de Mello
Orientador ALAN FERREIRA DE FREITAS
Outros membros Rayssa Pereira de Oliveira
Título O ambiente legal das cooperativas de garimpeiros e o processo de comercialização do ouro
Resumo Por que, apesar de tantos recursos minerais, ainda é tão difícil garantir uma mineração responsável e legal no Brasil? Por que cooperativas de garimpeiros, criadas para organizar e legalizar o setor, muitas vezes operam apenas no papel? Estas perguntas provocativas nortearam a pesquisa “Ambiente Legal e a Comercialização do Ouro pelas Cooperativas Minerais”, que analisa os complexos desafios enfrentados pelas cooperativas de garimpeiros de ouro no Brasil. Embora tais cooperativas surjam como alternativa para formalizar a Mineração Artesanal e de Pequena Escala (MAPE), o estudo revela que elas operam em um ambiente legal duplamente regulado, entre a legislação minerária e cooperativista, o que impõe altos custos, burocracia excessiva e insegurança jurídica. Apesar dos marcos normativos que incentivam sua criação, como a Constituição Federal e a Lei da PLG (Permissão de Lavra Garimpeira), falta articulação institucional, políticas públicas integradas e apoio técnico para consolidar estas cooperativas como empreendimentos viáveis. A comercialização do ouro é limitada por normas que impõem a venda exclusivamente a instituições financeiras autorizadas, gerando tensão entre o controle estatal e a autonomia econômica. Essa limitação, somada à ausência de fiscalização sobre o funcionamento das cooperativas, favorece a existência de “cooperativas de fachada”, criadas apenas para viabilizar legalmente a extração do ouro, mas que não atuam como organizações coletivas reais. Entrevistas com lideranças do setor revelam que, na prática, muitos garimpeiros preferem operar informalmente para contornar as restrições legais, o que aumenta a vulnerabilidade institucional e contribui para a perpetuação de práticas ilegais, ambientais e sociais prejudiciais. O Estado, ao exigir que os garimpeiros se organizem em cooperativas para acessar direitos minerários, deixa de oferecer as condições necessárias para que essas organizações funcionem efetivamente. A legislação cooperativista, nesse cenário, é tratada como secundária, enquanto prevalecem as exigências do setor mineral e ambiental. A pesquisa conclui que, para transformar esse cenário, é urgente uma revisão normativa que amplie a autonomia comercial das cooperativas de garimpeiros e um robusto investimento em políticas públicas de fiscalização, apoio técnico e fortalecimento institucional. Caso contrário, o risco é que o cooperativismo mineral continue sendo apenas uma formalidade jurídica, distante da sua potência transformadora. Este estudo rompe o silêncio acadêmico e institucional sobre o tema e aponta um caminho: mais que legalizar o garimpo, é preciso legalizar a justiça social e a sustentabilidade no coração da mineração brasileira.
Palavras-chave cooperativismo mineral, ambiente legal-institucional, comercialização do ouro
Forma de apresentação..... Vídeo
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