Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21057

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS10
Setor Departamento de Educação Física
Bolsa PIBID
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Lucas Sócrates Santos Atanázio
Orientador DOIARA SILVA DOS SANTOS
Outros membros Davi Henrique Honório Silva, João Victor da Silva Oliveira, Yago Rodrigues Freitas Oliveira
Título A prática de aulas críticas de educação física e o enfrentamento da segregação em esportes de marca: Um relato de experiência.
Resumo A Educação Física (EF) escolar, em seu caráter crítico, busca transcender as técnicas das práticas corporais, promovendo a reflexão das manifestações culturais do movimento e suas implicações sociais. Contudo, a aplicação dessa abordagem tem sido um desafio na história da EF escolar, frequentemente apresentando desconexão entre o conteúdo proposto e a realidade dos estudantes. Essa lacuna é ainda maior quando o foco recai sobre práticas corporais elitizadas, como alguns esportes de marca, que comumente reforçam o acesso desigual e o conceito de meritocracia. Nesse contexto, o presente resumo tem como objetivo analisar a recepção e o engajamento de alunos do ensino médio em aulas de EF que abordaram criticamente os esportes de marca. Investigou-se como temas como meritocracia, privilégio e acesso, ressoam na percepção dos alunos e quais reações e resistências surgem diante da desconstrução de ideias naturalizadas na prática esportiva. Para isso, foram realizadas intervenções em aulas durante o PIBID, em uma escola de Viçosa-MG. Aplicou-se uma sequência de aulas que exploraram os esportes de marca não apenas por suas regras e técnicas, mas a partir de uma abordagem crítica. A metodologia consistiu na proposição de situações-problema, debates guiados e atividades práticas que questionavam concepções pré-existentes sobre sucesso e participação no esporte. O registro das experiências se deu a partir da observação das interações em sala, discussões e engajamento ou desinteresse dos alunos. Os resultados revelaram um fenômeno paradoxal: à medida que se aprofundavam os debates sobre meritocracia, privilégio e acesso ao esporte, surgiam denúncias dos alunos sobre a segregação e o elitismo destas práticas. Inicialmente pensados como ferramentas de análise crítica, esses temas revelaram barreiras socioeconômicas e culturais que moldam a relação dos estudantes com o esporte, gerando reações de desinteresse e resistência. A não participação e aparente apatia não são meras faltas de vontade, mas uma reação complexa a um cotidiano social que os confronta com as desigualdades presentes na cultura esportiva. Percebeu-se que, ao explorar os esportes de marcas com essa abordagem, a resistência à participação aumentava, evidenciando comoo esporte e a noção sobre o mesmo se naturalizam entre os jovens, exacerbando limitações sociais que geram desmotivação. Conclui-se que o desinteresse e resistência dos alunos não refletem apenas a complexidade dos temas, mas uma consequência histórico-social internalizada em suas experiências. A aplicação de aulas críticas, embora fundamental para uma EF transformadora, esbarra em realidades que tornam o conteúdo inacessível ou desinteressante quando este sublinha barreiras sociais. Os achados sublinham a necessidade de repensar estratégias pedagógicas para que a abordagem não apenas denuncie, mas também aponte caminhos para a superação e apropriação do esporte por todos.
Palavras-chave desigualdade, esporte, escola
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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