| Resumo |
Introdução: O câncer de mama é a neoplasia que mais acomete mulheres no Brasil. Para indivíduos com câncer é necessário manter um estado nutricional adequado, a fim de melhorar o resultado do tratamento, diminuir seus efeitos colaterais e melhorar a qualidade de vida. Dessa forma, destaca-se a importância de um aporte adequado de aminoácidos para estes pacientes, a fim de compensar as perdas musculares associadas às condições inflamatórias e metabólicas da doença. A leucina é um aminoácido indispensável que tem função de inibir a degradação proteica e estimular a síntese de proteína muscular. Assim, uma ingestão dentro dos valores de referência poderia implicar em uma melhora da qualidade de vida destes pacientes. Objetivos: Avaliar a ingestão alimentar de leucina em mulheres com câncer de mama no Hospital do Câncer de Muriaé- MG. Metodologia: O presente estudo foi realizado com pacientes oncológicos do Hospital do Câncer de Muriaé- Fundação Cristiano Varella, entre o período de dezembro de 2021 a junho de 2022. Participaram do estudo mulheres com câncer de mama em tratamento quimioterápico, com idade superior a 18 anos, totalizando 214 indivíduos. O consumo alimentar foi avaliado baseado no Recordatório 24 horas. Em relação à composição química, os alimentos relatados foram inseridos no software Dietpro®. A análise de leucina considerou os valores de referência estabelecidos pelas Dietary Reference Intakes (DRIs). Especificamente, foi utilizado o Estimated Average Requirement (EAR), que representa a mediana das necessidades de um nutriente em indivíduos saudáveis, do mesmo sexo e estágio de vida, cobrindo as exigências de 50% da população. Resultados: Dentro dos 214 pacientes analisados, 162 apresentaram consumo de leucina acima dos valores de referência da EAR, enquanto 52 destes apresentaram consumo abaixo dos valores de referência. Conclusão: Entre a amostra analisada, foi possível observar 75,7% das pacientes apresentaram consumo adequado de leucina, indicando uma possível ingestão habitual adequada. Entretanto, 24,3% da amostra apresentava uma possível ingestão habitual insuficiente de leucina. |