| Resumo |
O presente relato sintetiza as atividades realizadas no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvidas no Colégio de Aplicação Coluni. As ações tiveram como objetivo principal a aplicação da Lei 11.645/08, que determina o estudo das culturas e histórias indígenas no currículo escolar. O trabalho foi conduzido junto às turmas da 2ª Série do Ensino Médio, com foco na valorização das resistências políticas, sociais e culturais dos povos originários. Durante o estágio, foram planejadas, elaboradas e ministradas duas aulas voltadas à temática indígena, articulando conteúdos curriculares obrigatórios com abordagens críticas e decoloniais. A primeira aula, inserida no contexto da Revolução Americana, teve como objetivo problematizar a construção dos Estados Unidos a partir da presença e resistência dos povos indígenas norte-americanos, conforme bibliografias como a de Leandro Karnal em “História dos Estados Unidos”. Foram abordadas questões como a diversidade cultural indígena e os impactos históricos da colonização, utilizando recursos didáticos variados e promovendo a participação ativa dos alunos. A segunda aula focou na realidade da América Portuguesa entre os séculos XVI e XVII, abordando a escravização indígena, as políticas indigenistas, os descimentos e a Santidade de Jaguaripe. Essa última foi tratada não apenas como expressão religiosa, mas como manifestação de resistência política e cultural frente à colonização, para essa aula articulamos, principalmente, obras como a de Elisa Garcia, “Troca, guerras e alianças na formação da sociedade colonial”. Ambas as aulas seguiram uma metodologia expositiva com espaço para diálogo e questionamentos, fortalecendo a construção coletiva do conhecimento. Complementarmente, o grupo participou do planejamento e realização de um Cinedebate em parceria com o coletivo Carcará, baseado nas "Flechas" do projeto Selvagem, de Ailton Krenak. As reflexões geradas, especialmente em torno da flecha 6, contribuíram para ampliar o olhar sobre outras formas de compreender o tempo, a natureza e o papel humano no ecossistema. A experiência de estágio possibilitou um contato enriquecedor com práticas pedagógicas que dialogam com a diversidade e a justiça social, promovendo uma formação docente mais crítica e comprometida com uma educação plural e inclusiva. |