Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20977

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Marcelle Eduarda de Oliveira
Orientador PEDRO AUGUSTO BRAGA DOS REIS
Outros membros Borys Alexander Leon Alcivar, Eduardo Bassi Simoni, ELIZABETH PACHECO BATISTA FONTES, Laura Davin Silva
Título Revelando o impacto da fosforilação de resíduos de AtRGS1 sob condições de estresse
Resumo Proteínas G heterotriméricas constituem uma classe de proteínas sinalizadoras que desempenham um papel fundamental em diversos processos celulares, como resposta hormonal, desenvolvimento, percepção de luz e respostas à estresses. Diferente de mamíferos, em que ativação e desativação é controlada por proteínas receptoras associadas à proteína G (GPCRs), essa sinalização em plantas depende da troca espontânea entre GTP/GDP na subunidade Gα. Em Arabidopsis thaliana, a regulação é associada à proteína reguladora da sinalização da proteína G (AtRGS1), que possui um domínio N-terminal com sete hélices transmembrana, uma região linker citoplasmática e o domínio conservado de RGS que interage com a subunidade Gα, promovendo a atividade GTPase. AtRGS1 contém múltiplos domínios de fosforilação, incluindo uma região cluster de serinas na cauda C-terminal e uma região única de fosforilação na região linker, que modulam a intensidade, duração e especificidade da sinalização mediada pela proteína G. As fosforilações mediadas por receptores quinases e quinases sem lisina (WNK) influenciam a estabilidade de AtRGS1 assim como localização celular e atividade, constituindo um mecanismo importante para regulação. Esse estudo busca elucidar o papel da fosforilação de AtRGS1 por meio da caracterização de respostas fenotípicas de mutantes fosfomiméticos e fosfunulos de AtRGS1 sob condições de estresse. Mutantes na região linker e C-terminal foram construídos e ensaios de estresse foram realizados, incluindo estresse no retículo endoplasmático (RE) induzido por tunicamicina, de seca e germinação em meios contendo tunicamicina e germinação no escuro. Os resultados indicaram que o mutante fosfomimético S278E apresenta maior tolerância sob condições de estresse no RE e hídrico e sob germinação em tunicamicina, enquanto o mutante fosfonulo S278A apresenta maior susceptibilidade. Já na germinação no escuro, o mutante S278E apresentou menor comprimento de hipocótilo. Em conjunto, esses resultados indicam que os padrões de fosforilação na região linker de AtRGS1 modulam as respostas à estresses, aumentando a resistência sob seca e morte celular induzida enquanto também afetam a adaptação à privação de luz.
Palavras-chave Sinalização G, RGS1, estresse abiótico
Forma de apresentação..... Vídeo
Link para apresentação Vídeo
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