Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20922

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Pós-graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Exatas e Tecnológicas
Área temática Dimensões Ambientais: ODS13
Setor Departamento de Engenharia Civil
Bolsa CAPES
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Igor Steven de Sousa Rocha
Orientador WILLIAM RODRIGO DAL POZ
Outros membros JULIO CESAR DE OLIVEIRA
Título Avaliação de Variáveis Orbitais na Previsão de Queimadas com Random Forest e XGBoost
Resumo As queimadas constituem um fenômeno mundial com profundos impactos nas funções dos ecossistemas, nas mudanças climáticas, na qualidade do ar, na saúde e na propriedade humana (CHEN; MORTON; RANDERSON, 2024). No Brasil a história não é diferente, especialmente nas regiões da Amazônia e no Cerrado, sendo grande parte devido à expansão agrícola e ao uso inadequado do solo. Neste contexto, o presente trabalho visa aplicar e comparar a importância das variáveis espectrais, climáticas, topográficas e índices espaciais aplicando os algoritmos de aprendizado supervisionado, Random Forest (RF) e XGBoost (Extreme Gradient Boosting), na previsão da ocorrência de queimadas para o ano de 2023, com foco no município de São Félix do Xingu (PA), um dos mais afetados com as queimadas em 2023 e líder do ranking nacional em 2024 (MAPBIOMAS, 2024). A coleção de imagens orbitais adquiridas para compor as variáveis preditivas e alvo para o ano de 2023 foi obtida a partir das fontes Landsat 8, ERA5-Land, SRTM e MapBiomas Fire, por meio da API do Google Earth Engine e processados no ambiente Google Colaboratory. Dessa forma, as variáveis resultantes foram: NDVI, NBR, banda Termal, banda do Vermelho, Infravermelho Próximo, Infravermelho de Ondas Curtas 1, Infravermelho de Ondas Curtas 2, banda Verde, banda Azul, Temperatura Máxima, Temperatura Média, Temperatura Mínima, Precipitação, Declividade e Elevação. A partir da construção de um conjunto balanceado de amostras, foram extraídos os valores de cada banda da coleção de imagens criada para as variáveis preditoras e alvo. A avaliação dos modelos foi realizada utilizando o processo de validação cruzada de 5 pastas, analisando as métricas F1-score, precision, recall, matriz de confusão e exatidão global (EG), além do índice de separatibilidade. Ambos os modelos apresentaram desempenho consistente, com destaque para o RF, que obteve maior recall (0,90) e F1-score (0,85) médios, mantendo o mesmo precision médio do XGBoost (0,82). O modelo XGBoost, por sua vez, apresentou menor variação no recall e F1-score, demonstrando maior estabilidade na detecção de áreas queimadas. Dentre as variáveis analisadas, o NBR, banda Termal e banda do Vermelho apresentaram os maiores índices de separatibilidade, indicando maior capacidade de discriminação entre áreas queimadas e não queimadas. Por outro lado, as variáveis Temperatura Média, Elevação e Precipitação foram as que apresentaram os menores índices, sugerindo influência limitada na diferenciação espectral das áreas analisadas. A análise da importância das variáveis para os modelos RF e XGBoost revelou a predominância das informações espectrais na modelagem da ocorrência de queimadas. O modelo RF obteve melhor desempenho geral, com EG de 84%, enquanto o XGBoost alcançou 78%. Por fim, o modelo RF demonstrou menor número de falsos positivos e negativos, indicando que o modelo foi mais eficiente em identificar corretamente áreas queimadas, com menor erro de omissão e comissão.
Palavras-chave XGBoost, Random Forest, Sensoriamento Remoto
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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