Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20899

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Exatas e Tecnológicas
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Engenharia Civil
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Júlia Herrera de Almeida
Orientador LEONARDO GONCALVES PEDROTI
Outros membros Eduardo Firmiano Ribeiro, Gabriel Carvalho Arnaldo, Hellen Regina de Carvalho Veloso Moura
Título Projeto ColorINDO: Ações extensionistas como inclusão social
Resumo O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de rochas ornamentais do mundo, sendo esse um setor responsável por gerar um grande volume de resíduos que, quando descartados de forma inadequada, trazem impactos negativos ao meio ambiente e à saúde pública. Paralelamente, nota-se uma dificuldade de acesso a tintas para pintura residencial, principalmente em comunidades carentes, devido ao elevado custo. Nesse contexto, o projeto “ColorINDO” tem como objetivo desenvolver tintas imobiliárias de baixo custo, utilizando resíduos do beneficiamento de rochas ornamentais (RBROs) coletados na microrregião de Viçosa. O projeto também busca promover a inclusão social por meio da produção e aplicação dessas tintas em comunidades em situação de vulnerabilidade social. A elaboração deste estudo ocorreu em três fases. A primeira fase concentrou-se em atividades laboratoriais para verificar o atendimento aos critérios da norma e definir a proporção ideal dos componentes da tinta. Já a fase dois foi o momento em que buscou-se compartilhar o conhecimento adquirido com a comunidade acadêmica. E simultaneamente, a fase três, é marcada pelas atividades extensionistas, com o uso das tintas no contexto social. Quanto à primeira fase, para a produção das tintas, foram utilizados o RBRO como pigmento, água como solvente e a resina poliacetato de vinila (PVA) como ligante. A proporção dos componentes das tintas foi definida com base no estudo de Veloso Moura et al. (2023), e correspondeu a 44% de RBRO, 35% de água e 21% de resina. O estudo mencionado foi desenvolvido a partir de outro resíduo. Desta forma, foi necessário a realização de ensaios laboratoriais para verificar se, mantendo a proporção, mas com resíduos diferentes, seria possível atender aos critérios estabelecidos pela ABNT NBR 15079-1:2021. Os resultados obtidos foram satisfatórios para a categoria de tintas imobiliárias de classe econômica, com valores de 5,03 m²/L para o poder de cobertura (valor mínimo de 4,0 m²/L) e 139 ciclos para o teste de resistência à abrasão (valor mínimo de 100 ciclos). O conhecimento laboratorial adquirido permitiu o prosseguimento para segunda fase, em que o projeto marcou presença nas semanas acadêmicas dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil , o que possibilitou uma maior divulgação do conhecimento sobre o uso de tintas sustentáveis. Simultaneamente, desenvolveu-se a fase extensionista, em que o projeto “ColorINDO” realizou mais de 12 ações junto à comunidade, incluindo a pintura de residências e espaços comunitários, promovendo um contato direto com a população. Ao todo, foram produzidos 960 litros de tinta a partir de mais de 600 kg de resíduo coletado, o que permitiu a pintura de uma área total de 2.274 m² de superfície. Essa etapa foi fundamental para fazer da pesquisa científica uma ação concreta, além de fortalecer a relação entre universidade e comunidade, promovendo a transformação social por meio do acesso à pintura da casa.
Palavras-chave Resíduo de rochas ornamentais, tintas sustentáveis, extensão universitária.
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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