Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20861

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Educação
Bolsa PIBID
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Isabela Chaves Moura
Orientador TATIANA PIRES BARRELLA
Outros membros Volnir de Oliveira Silva
Título Racismo, escola e formação docente:relato de enfrentamento e reflexão a partir do PIBID
Resumo Este relato de experiência apresenta uma reflexão sobre o enfrentamento ao racismo em uma escola pública, situada no município de Viçosa (MG), a partir da vivência de uma bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), núcleo Educação do Campo - UFV, no ano de 2025. O episódio ocorreu durante a participação da escola nos Jogos Escolares de Viçosa (JEVS), quando, durante a transmissão ao vivo de uma partida, um comentário de cunho racista foi proferido contra os estudantes da instituição. A fala racista mobilizou a escola de forma imediata, resultando no registro de boletim de ocorrência e na articulação de uma resposta pedagógica à situação. Embora a Lei nº 10.639/2003 estabeleça a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira em todas as etapas da educação básica, e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforce a necessidade de uma educação antirracista, muitas escolas ainda enfrentam dificuldades para tratar a temática de forma transversal e contínua. No entanto, situações de violência simbólica e estrutural, como a vivenciada, tornam impossível a omissão, exigindo uma atuação efetiva por parte da gestão e do corpo docente. Nesse contexto, estudantes e professores se uniram para promover ações de enfrentamento, como a produção de cartazes com frases como “Racismo é crime” e a realização de rodas de conversa, tornando o episódio um momento de escuta, denúncia e formação crítica. A metodologia adotada neste trabalho baseia-se em registros reflexivos da pibidiana, observações de campo e participação nas ações pedagógicas decorrentes do caso. A vivência revelou a importância do PIBID na formação de professores sensíveis às dinâmicas reais da escola pública, que aprendem a atuar de forma crítica, ética e colaborativa. Situações como essa exigem não apenas conhecimento teórico, mas escuta, empatia e compromisso com os direitos humanos. Como resultados, destaca-se o fortalecimento de vínculos entre os sujeitos da escola, a ampliação do debate sobre racismo no cotidiano escolar e o amadurecimento dos estudantes em formação. A experiência reafirma que educar é também lidar com o imprevisível, e que a presença contínua dos pibidianos no chão da escola lhes permite desenvolver uma formação mais sólida, crítica e comprometida com uma educação inclusiva e transformadora.
Palavras-chave Educação antirracista, cotidiano escolar, experiências formativas
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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