| Resumo |
Introdução: O envelhecimento populacional, embora seja uma conquista, apresenta desafios importantes para o envelhecimento ativo e saudável, como a necessidade de adaptação a mudanças fisiológicas e sociais. Diante disso, o autocuidado no envelhecimento é fundamental, pois ele contribui para o bem-estar físico, mental e emocional, além de manter a autonomia e independência. Objetivo: Descrever o desenvolvimento, a aplicação e os principais resultados de uma formação sobre autocuidado voltada para pessoas idosas na Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UNAPI-UFV). Descrição das principais ações: A formação foi realizada entre outubro e dezembro de 2024 na UNAPI, como parte do projeto de extensão “Mais vida aos anos: educação gerontológica para promoção do envelhecimento ativo e saudável” (registro nº 99749). Foram desenvolvidas sete oficinas semanais, com duração média de uma hora e meia cada. Buscou-se abordar temáticas acerca dos 7 I'S da geriatria, ou seja, as sete síndromes geriátricas mais frequentes. O primeiro encontro foi dedicado às “Boas-vindas à jornada de autocuidado”, com acolhimento e escuta sobre interesses e expectativas. Os demais encontros foram intitulados “Estratégias para buscar uma longevidade saudável”, “Conhecendo e prevenindo o risco de quedas”, “Segurança e conforto: desvendando a continência”, “Mentes brilhantes: estimulando a saúde cognitiva para melhor longevidade” e “Medicamentos e você: um guia prático”. O último encontro foi para encerramento e “Celebração da Longevidade Saudável”. Nos encontros, priorizou-se a comunicação em linguagem acessível, a utilização de recursos visuais adequados ao público 60+, como letras ampliadas, cores vivas, imagens ilustrativas, entre outros. Resultados: Participaram da formação 12 pessoas idosas, destas 91,6% mulheres, com idade média de 70,5 anos (desvio padrão = 5,8). Ao longo da formação, os participantes foram convidados a escolher uma mudança de comportamento voltada para seu maior autocuidado e, a cada encontro, essa questão era refletida e incentivada. Os participantes relataram mudanças no autocuidado, tais como em relação às quedas (remoção de tapetes e uso de sapatos adequados), medicamentos (armazenamento e descarte adequado, e a evitar automedicação) e na saúde mental (começaram a caminhar com frequência e a respirar mais devagar). Conclusão: A formação mostrou-se como uma ferramenta promissora na promoção do autocuidado e do envelhecimento saudável, por meio de atividades participativas e adaptadas à realidade das pessoas idosas. A experiência evidencia que intervenções simples e acessíveis podem gerar impactos positivos, favorecendo um envelhecimento ativo e saudável. |