Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20834

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Gabrielle Andrade da Silva
Orientador JULIANA FARIAS DE NOVAES
Outros membros Maira dos Santos Garcia, MARIANA DE SANTIS FILGUEIRAS, Nalva de Paula Dias
Título Associação entre deficiência/insuficiência de vitamina D na infância e dislipidemias na adolescência: Estudo PASE
Resumo Introdução: A deficiência/insuficiência de vitamina D na infância pode estar relacionada às dislipidemias a longo prazo. Entretanto, essa relação longitudinal ainda é pouco investigada. Objetivo: Avaliar a associação da deficiência/insuficiência de vitamina D na infância e as dislipidemias na adolescência. Metodologia: Trata-se de uma coorte prospectiva fechada com 273 participantes da “Pesquisa de Avaliação da Saúde do Escolar” (PASE) da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O estudo da linha de base foi realizado com crianças de 8 a 9 anos matriculadas em escolas públicas e privadas da área urbana de Viçosa, Minas Gerais, em 2015-2016; enquanto o estudo de seguimento aconteceu com os adolescentes de 15 a 18 anos entre 2022-2024. Avaliou-se a vitamina D sérica, classificada de acordo com Holick et al. (2011), e os marcadores do perfil lipídico (colesterol total, lipoproteína de alta densidade-colesterol - HDL-c, lipoproteína de baixa densidade-colesterol - LDL-c, e triglicerídeos), classificados de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017). O teste de McNemar foi utilizado para comparar as prevalências de deficiência/insuficiência de vitamina D e de dislipidemias entre as duas fases. A associação entre a deficiência/insuficiência de vitamina D na infância e as dislipidemias na adolescência foi avaliada pelo teste de qui-quadrado de Pearson e de tendência linear, com nível de significância estatística de 5%. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFV (nº 663.171/2014 e nº 4.982.479/2021). Resultados: A média de idade das crianças e adolescentes foi 8,5 (±0,5) e 16,3 (±0,8) anos, respectivamente, sendo 52,4% do sexo feminino. As prevalências da deficiência/insuficiência de vitamina D sérica (58,8% versus 76,6%, P<0,001), colesterol total (22,7% versus 29,7%, P=0,03) e LDL-c elevados (16,1% versus 22,3%, P=0,04) aumentaram da infância até a adolescência. Entretanto, houve uma redução da prevalência de triglicerídeos aumentados entre as duas fases (45,8% versus 22,7%, P<0,001). O estado nutricional de vitamina D na infância apresentou associação linear com o colesterol total e LDL-c elevados na adolescência (Ptendência=0,048 e Ptendência=0,050, respectivamente), na qual houve maior frequência dessas alterações em crianças com deficiência de vitamina D comparadas às suficientes (45,2% versus 25,0%, P=0,03; 45,2% versus 20,5%, P=0,006, respectivamente). Conclusão: As prevalências de dislipidemias aumentaram da infância à adolescência, sendo maiores em crianças com deficiência de vitamina D comparadas às suficientes. Portanto, é necessário monitorar o estado nutricional da vitamina D sérica desde a infância para auxiliar na prevenção de dislipidemias a longo prazo. Apoio financeiro: CNPq (processos nº. 478910/2013-4 e 407547/2012-6); FAPEMIG (processos nº. APQ-02979-16 e APQ-02793-21); e CAPES (código 001).
Palavras-chave Vitamina D, Dislipidemias, Estudos de Coorte
Forma de apresentação..... Vídeo
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