| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Ensino |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS4 |
| Setor | Departamento de História |
| Bolsa | PIBID |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Apoio financeiro | CAPES |
| Primeiro autor | Gabriel Garcia Cardoso |
| Orientador | PRISCILA RIBEIRO DORELLA |
| Outros membros | Anna Júlia Campidele Fernandino, Gabriel Patrick Santos Paula |
| Título | Desafios para a História Indígena no Ensino Médio: Propostas pedagógicas a partir da análise crítica de Livros Didáticos |
| Resumo | A legislação brasileira determina a obrigatoriedade do ensino da história e cultura indígena nas escolas, através da lei nº 11.645/2008. Todavia, o conteúdo dos livros didáticos utilizados no ensino de História tem revelado uma presença superficial e fragmentada da temática indígena, dando ênfase à uma história onde o sujeito indígena é secundarizado como agente histórico (GRUPIONI, 1995). Essa realidade contribui para a aplicação de um currículo que não cumpre os objetivos prescritos pela legislação, alinhada a uma educação crítica e multiétnica. Frente a esse cenário, nosso trabalho busca discutir e propor caminhos para a aplicabilidade e qualificação do ensino de história dos povos indígenas, relacionando as práticas pedagógicas com as diretrizes legais, pela urgência de uma educação antirracista e democrática. Este projeto caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, com base em análise documental de materiais didáticos de História da 3ª série do Ensino médio. Foram analisados 20 livros didáticos do acervo do colégio Cap-Coluni, na cidade de Viçosa, em uma amostragem com edições entre os anos de 2005 e 2017. Buscamos realizar um exame crítico dos livros didáticos, encarando o currículo escolar como instrumento responsável pela reprodução de valores hegemônicos em uma sociedade (APPLE; 1979). A partir dessa análise, identificou-se a abordagem e a constância com que a temática indígena é levantada. A metodologia buscou, portanto, estabelecer um diálogo entre o diagnóstico dos livros didáticos e as possibilidades didático-pedagógicas para a superação da limitação encontrada. A análise dos materiais didáticos confirmou a superficialidade da abordagem da história indígena, evidenciada pela limitação temporal (foco no passado distante e romantizado), pela homogeneização da cultura e diversidade indígena e pela ausência de protagonismo e agência por parte dos povos nativos ao longo da história republicana no século XX. A partir dessa constatação, a discussão se concentra em alternativas e estratégias para a mudança de direção da temática, tais como: a valorização da história oral e da memória indígena; a inclusão de diferentes perspectivas e fontes historiográficas, como os estudos decoloniais; o uso de literatura indígena e a promoção de debates sobre a legislação brasileira diante da causa indígena na atualidade; assim como a integração interdisciplinar com outras áreas do conhecimento (MACEDO; 1995). Este estudo reforça a necessidade de se rever a abordagem da história indígena nos materiais e práticas pedagógicas, transpondo a superficialidade identificada para um ensino que fortaleça a pluralidade e a integração das culturas originárias ao longo da história brasileira. A efetivação da Lei nº 11.645/2008 exige não apenas a presença, mas a integração profunda e crítica da história indígena no currículo, promovendo uma educação mais inclusiva, crítica, e que contribua para a desconstrução de preconceitos e estereótipos. |
| Palavras-chave | História e cultura indígena, Livro didático, Lei nº 11.645/2008. |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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