Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20817

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS7
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Iasmim Aparecida Pereira Mariano
Orientador VALERIA MONTEZE GUIMARAES
Outros membros Rafaela Inês de Souza Ladeira Azar
Título Implementação de proteína como agente bloqueador de lignina para otimização da sacarificação de casca de soja e de bagaço de cana
Resumo A lignina, polímero complexo encontrado na parede celular de plantas, dificulta o acesso de enzimas à celulose e hemicelulose presentes em biomassas como casca de soja e bagaço de cana. A presença da lignina afeta a taxa de conversão enzimática desses polissacarídeos em açúcares fermentáveis, representando um grande desafio para produção de etanol de segunda geração. Esse trabalho teve como objetivo avaliar diferentes proteínas como agentes bloqueadores de lignina, visando melhorar o rendimento da sacarificação da casca de soja e bagaço de cana. Inicialmente, as biomassas foram preparadas e sua composição foi avaliada, quantificando os conteúdos de celulose, hemicelulose, lignina e proteína. Em seguida, as fontes alternativas de proteínas BSA (soro albumina bovino), proteína de soja e soro de leite foram selecionadas, e aplicadas em testes de adsorção enzimática na lignina, com o intuito de reduzir a adsorção não específica das enzimas. A eficiência do bloqueio foi avaliada a partir do rendimento dos produtos de hidrólise. Os resultados obtidos apontam que o uso de uma proteína exógena no bloqueio da lignina foi eficaz, mas variou de acordo com a biomassa utilizada. Dentre as proteínas utilizadas nos experimentos de sacarificação enzimática, o BSA promoveu o maior rendimento de sacarificação. A liberação de glicose a partir do bagaço de cana foi de 1,83 g/L, ao passo que, com a adição de BSA, o valor obtido foi de 9,92 g/L. Para a casca de soja inteira, a concentração de glicose liberada foi de 2,77 g/L, enquanto a suplementação com BSA resultou em uma conversão de 7,26 g/L, mostrando que houve um aumento expressivo na eficiência da hidrólise com o uso de BSA como agente bloqueador da lignina. No entanto, a sacarificação da casca de soja moída na ausência ou presença de BSA, apresentou liberação de 6,97 g/L e 7,02 g/L de glicose, respectivamente, não evidenciando variação significativa entre os tratamentos. Esses resultados sugerem que as diferenças estruturais entre as biomassas lignocelulósicas, principalmente o teor de proteínas endógeno, afetam a sacarificação. Tais evidências indicam o potencial do uso de proteínas, como o BSA, como ferramenta complementar para otimização da conversão enzimática de algumas biomassas, contribuindo para o desenvolvimento de processos mais eficientes para produção de etanol de segunda geração.
Palavras-chave Adsorção enzimática, Sacarificação, Etanol de segunda geração
Forma de apresentação..... Painel
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