| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Ensino médio |
| Modalidade | Ensino |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Institucionais: ODS16 |
| Setor | Departamento de Geografia |
| Bolsa | PIBID |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Apoio financeiro | CAPES |
| Primeiro autor | Fabíola Silva Nepomuceno |
| Orientador | ALBERTO HENRIQUE LISBOA DA SILVA |
| Outros membros | JANETE REGINA DE OLIVEIRA |
| Título | Formação Docente em Outra Frequência: o Coluni e Suas Complexidades |
| Resumo | O presente relato tem como objetivo compartilhar vivências construídas durante minha participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), realizado no Colégio de Aplicação da UFV(Coluni). Desde os primeiros encontros, percebi o quanto essa escola representa um espaço singular em comparação às instituições públicas nas quais estagiei e estudei anteriormente. A forma como os alunos são tratados, a organização da rotina e o compromisso pedagógico dos docentes revelam um universo educacional distinto, que impactou profundamente minha formação como futura professora. Essa experiência me remete às reflexões de Tavares (2003), que compreende a escola como um “texto” cultural e pedagógico. O Coluni apresentou-se como um texto a ser lido e interpretado, desafiando minhas concepções do que é “ser escola” e exigindo uma escuta atenta às práticas cotidianas. Durante minhas regências, vivenciei experiências diversas que contribuíram para minha formação docente. Na primeira, realizada em grupo, cada integrante ficou responsável por uma parte da aula. Abordei o tema do ciclo das rochas e a formação do solo, utilizando uma maquete para ilustrar os horizontes do solo. Embora a regência tenha sido expositiva, os alunos se mostraram receptivos, o que contribuiu para minha segurança diante da turma. Na segunda regência, realizada em dupla, conduzi a explicação sobre os biomas em geral, destacando a relação entre clima, vegetação e localização, especialmente nos biomas mundiais. Fiquei responsável por cerca de 20 minutos da aula, o que me desafiou a manter a atenção dos estudantes em um formato mais conteudista. Já na terceira regência, em grupo maior, realizamos uma dinâmica lúdica sobre o conteúdo de população: os alunos giravam uma roleta e respondiam perguntas relacionadas à matéria, promovendo engajamento em diversas turmas. Essas experiências revelaram, como discute Cavalcanti (2011), que a formação docente envolve tensões entre teoria e prática, exigindo constante reflexão sobre o “lugar” da escola e dos sujeitos que a habitam. Ao vivenciar diferentes formatos de regência, fui desafiada a rever minhas escolhas metodológicas, reconhecer os limites das abordagens expositivas e valorizar estratégias mais participativas. Para além da sala de aula, o Coluni me fez refletir sobre um modelo escolar em “outra frequência”. A organização das semanas de prova, em que diferentes turmas compartilham o mesmo espaço com autonomia e responsabilidade, mostra um ambiente escolar que antecipa aspectos da vida universitária. Retomando Tavares(2003), compreendo que o espaço escolar também “programa” comportamentos e sentidos. No entanto, essa antecipação de exigências acadêmicas também me leva a questionar: será que não gera esgotamento precoce? Participar do PIBID no Coluni foi uma experiência profundamente formadora. Estar ali é como habitar um espaço de reinvenção pedagógica, onde aprendi a ensinar e a reaprender continuamente. |
| Palavras-chave | PIBID, Coluni, formação docente |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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