| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Biológicas e da Saúde |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS4 |
| Setor | Departamento de Medicina e Enfermagem |
| Bolsa | Não se Aplica |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Primeiro autor | Lucas Gomes Facchini |
| Orientador | ERICA TOLEDO DE MENDONCA |
| Outros membros | Francina Lana Soares, LUANA VIEIRA TOLEDO |
| Título | Uso de ferramentas de inteligência artificial por discentes dos cursos da saúde da Universidade Federal de Viçosa: estudo transversal |
| Resumo | INTRODUÇÃO Nos últimos anos, as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm promovido transformações significativas no ensino, sobretudo nas Ciências da Saúde, ao personalizarem a aprendizagem, ampliarem o engajamento discente e otimizarem o trabalho docente. No Brasil, embora o uso da IA na educação ainda seja incipiente, programas como o recém-lançado Programa Brasileiro de Inclusão Digital apontam para uma crescente valorização dessas ferramentas. No entanto, o uso de IA no ensino exige atenção especial à privacidade de dados e à ética, onde o uso indevido pode gerar consequências legais, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados. OBJETIVO: Conhecer como os discentes da área da saúde de uma universidade pública utilizam ferramentas de IA no processo ensino-aprendizagem. METODOLOGIA: Trata-se de um recorte um estudo transversal realizado com discentes regularmente matriculados em 2025 nos cursos de Educação Física, Enfermagem, Medicina e Nutrição de uma universidade pública federal. A população elegível foi composta por 1.320 estudantes, sendo excluídos aqueles com disciplinas trancadas, em licença ou intercâmbio. Considerando um grau de confiança de 95% e erro amostral de 5%, a amostra final foi de 298 participantes. A coleta de dados foi realizada por questionário eletrônico. As perguntas foram estruturadas em escala de concordância de cinco pontos. Os dados foram analisados no SPSS 23.0®, com aplicação de estatística descritiva e inferencial. As variáveis foram expressas pela mediana e quartis 1 e 3. A comparação entre cursos foi feita pelo teste de Kruskal-Wallis, com significância estatística de p<0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 7.283.361). RESULTADOS: A análise revelou que a utilização de ferramentas de IA ainda é incipiente, especialmente como fonte de motivação, com mediana geral de 2,0, sendo menor entre os estudantes de Medicina (p=0,037). O uso mais frequente ocorreu para compreensão de conteúdos e superação de dificuldades no aprendizado (mediana 4,0), com destaque para os discentes de Nutrição, cujas respostas apresentaram valores significativamente mais elevados que os de Medicina (p=0,003 e p=0,041, respectivamente). O planejamento de atividades acadêmicas com IA também foi baixo (mediana 2,0), com menor frequência entre os discentes de Nutrição (p=0,018). Por fim, a maioria dos alunos demonstrou interesse em participar de mais atividades com uso de IA (mediana 3,0), o que sugere abertura para maior integração da tecnologia no ensino superior em saúde. CONCLUSÕES: Os achados indicam que, embora as ferramentas de IA apresentem grande potencial para apoiar o processo de ensinoaprendizagem, seu uso entre discentes das Ciências da Saúde ainda é limitado e concentrado em atividades pontuais. Além disso, diferenças entre os cursos indicam que aspectos curriculares e culturais podem influenciar a adoção dessas tecnologias. |
| Palavras-chave | Inteligência Artificial, Ensino, Ciências da Saúde |
| Forma de apresentação..... | Vídeo |
| Link para apresentação | Vídeo |
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