Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20777

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Medicina e Enfermagem
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Lucas Gomes Facchini
Orientador ERICA TOLEDO DE MENDONCA
Outros membros Francina Lana Soares, LUANA VIEIRA TOLEDO
Título Uso de ferramentas de inteligência artificial por discentes dos cursos da saúde da Universidade Federal de Viçosa: estudo transversal
Resumo INTRODUÇÃO Nos últimos anos, as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm
promovido transformações significativas no ensino, sobretudo nas Ciências da Saúde,
ao personalizarem a aprendizagem, ampliarem o engajamento discente e otimizarem o
trabalho docente. No Brasil, embora o uso da IA na educação ainda seja incipiente,
programas como o recém-lançado Programa Brasileiro de Inclusão Digital apontam para
uma crescente valorização dessas ferramentas. No entanto, o uso de IA no ensino exige
atenção especial à privacidade de dados e à ética, onde o uso indevido pode gerar
consequências legais, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados.
OBJETIVO: Conhecer como os discentes da área da saúde de uma universidade
pública utilizam ferramentas de IA no processo ensino-aprendizagem. METODOLOGIA:
Trata-se de um recorte um estudo transversal realizado com discentes regularmente
matriculados em 2025 nos cursos de Educação Física, Enfermagem, Medicina e
Nutrição de uma universidade pública federal. A população elegível foi composta por
1.320 estudantes, sendo excluídos aqueles com disciplinas trancadas, em licença ou
intercâmbio. Considerando um grau de confiança de 95% e erro amostral de 5%, a
amostra final foi de 298 participantes. A coleta de dados foi realizada por questionário
eletrônico. As perguntas foram estruturadas em escala de concordância de cinco
pontos. Os dados foram analisados no SPSS 23.0®, com aplicação de estatística
descritiva e inferencial. As variáveis foram expressas pela mediana e quartis 1 e 3. A
comparação entre cursos foi feita pelo teste de Kruskal-Wallis, com significância
estatística de p<0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer
nº 7.283.361). RESULTADOS: A análise revelou que a utilização de ferramentas de IA
ainda é incipiente, especialmente como fonte de motivação, com mediana geral de 2,0,
sendo menor entre os estudantes de Medicina (p=0,037). O uso mais frequente ocorreu
para compreensão de conteúdos e superação de dificuldades no aprendizado (mediana
4,0), com destaque para os discentes de Nutrição, cujas respostas apresentaram
valores significativamente mais elevados que os de Medicina (p=0,003 e p=0,041,
respectivamente). O planejamento de atividades acadêmicas com IA também foi baixo
(mediana 2,0), com menor frequência entre os discentes de Nutrição (p=0,018). Por fim,
a maioria dos alunos demonstrou interesse em participar de mais atividades com uso
de IA (mediana 3,0), o que sugere abertura para maior integração da tecnologia no
ensino superior em saúde. CONCLUSÕES: Os achados indicam que, embora as
ferramentas de IA apresentem grande potencial para apoiar o processo de ensinoaprendizagem, seu uso entre discentes das Ciências da Saúde ainda é limitado e
concentrado em atividades pontuais. Além disso, diferenças entre os cursos indicam
que aspectos curriculares e culturais podem influenciar a adoção dessas tecnologias.
Palavras-chave Inteligência Artificial, Ensino, Ciências da Saúde
Forma de apresentação..... Vídeo
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