Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20776

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Exatas e Tecnológicas
Área temática Dimensões Econômicas: ODS9
Setor Departamento de Engenharia Civil
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Evelly Anne Santana da Silva
Orientador TACIANO OLIVEIRA DA SILVA
Outros membros Felipe Silva Matos, KLAUS HENRIQUE DE PAULA RODRIGUES, Mateus Henrique Ribeiro Rodrigues
Título Investigação experimental do comportamento mecânico de misturas álcali-ativadas de rejeito de minério de ferro filtrado
Resumo O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro do mundo, gerando entre 260 e 275 milhões de toneladas de rejeito de minério de ferro por ano, estando grande parte desse rejeito armazenado em barragens. Porém, após os rompimentos de barragens nos municípios de Mariana-MG e Brumadinho-MG, a técnica de empilhamento de rejeito de minperio de ferro têm sido cada vez mais adotada como método de disposição alternativo. No entanto, essa solução suscita dúvidas quanto à sua segurança geotécnica, havendo a necessidade de realização de estudos sobre o comportamento geomecânico desse rejeito compactado. Para a melhoria da resistência mecânica do rejeito compactado, têm sido utilizadas técnicas de estabilização química, especialmente envolvendo adição de cimento. Entretanto, preocupações quanto à elevada emissão de CO2 na produção de cimento e do seu custo viabilizam a busca por técnicas de estabilização química alternativas. Nesse cenário, a ativação alcalina surge como técnica alternativa ao uso de ligantes convencionais. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade técnica da ativação alcalina do rejeito de minério de ferro filtrado tendo a escória de aciaria elétrica primária como agente precursor e NaOH como ativador alcalino. Diante disso, foi analisada a influência de diferentes fatores na Resistência à Compressão Simples (RCS) da mistura compactada desse rejeito, precursor e ativador, assim como a dosagem que maximiza a RCS das misturas analisadas. Para isso, foram ensaiadas dez misturas, tendo como variáveis o teor de precursor, a granulometria do precursor e a concentração de ativador. Após 7 dias de cura em câmara úmida, foram realizados ensaios para determinação da RCS das misturas experimentais, segundo a norma técnica NBR 12025 (ABNT, 2012). Como resultados, foi observado um aumento da RCS nas misturas álcali-ativadas quando comparadas ao rejeito sem adição de precursor e ativador. Também foi verificado que o teor de precursor na mistura e a sua granulometria são as variáveis que mais influenciam na RCS das misturas. Além disso, foi constatada uma influência significativa decorrente da interação entre o teor de precursor e a sua granulometria, assim como da interação entre o teor de precursor e de ativador na RCS. No entanto, não houve influência similar resultante da interação entre a granulometria do precursor e o teor de ativador. Com base nesses resultados, foi possível otimizar a RCS das misturas álcali-ativadas, com a mistura composta por 20% de precursor com granulometria inferior a 0,075 mm e 5% de ativador alcançando a máxima resistência. Portanto, os resultados obtidos demonstraram que a aplicação da técnica de ativação alcalina promoveu melhoria significativa no desempenho mecânico do rejeito compactado. Além disso, a técnica permitiu compreender com maior clareza quais variáveis controláveis exerceram influência direta sobre o comportamento do material.
Palavras-chave Rejeito de minério de ferro, ativação alcalina, resistência à compressão simples (RCS)
Forma de apresentação..... Painel
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