| ISSN | 2237-9045 |
|---|---|
| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS4 |
| Setor | Departamento de História |
| Bolsa | CNPq |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Apoio financeiro | CNPq |
| Primeiro autor | Jamila Lúcia da Silva |
| Orientador | PATRICIA VARGAS LOPES DE ARAUJO |
| Outros membros | Elilson Pedro Marquez Covre, Stefhany Martins Godói |
| Título | Tensões em Festa: A Dinâmica Social em Jogo Durante a Festividade da Marcha Nico Lopes |
| Resumo | A Marcha Nico Lopes é uma festividade estudantil realizada em Viçosa/MG desde 1929, sendo reconhecida como patrimônio cultural imaterial do município em 2022. Ao longo do tempo, foi compreendida de diferentes formas por grupos sociais distintos, revelando disputas simbólicas e de memória que coexistem na mesma temporalidade. Entretanto, apesar de sua longa duração, a Marcha ainda é pouco explorada em pesquisas acadêmicas, especialmente quanto ao seu caráter festivo. Com isso, inserida na perspectiva do campo da História Cultural, esta pesquisa busca analisar as dinâmicas urbanas, sociais, políticas, conceituais e estruturais em torno da Marcha. O recorte temporal de 2010 a 2023 permite refletir sobre as transformações e disputas recentes em torno de sua realização. O estudo parte, inicialmente, do mapeamento de percepções presentes em redes sociais, no qual a Marcha é descrita por alguns agentes como “descaracterizada”, “deslegitimada” e “esvaziada” em relação ao seu passado, tanto ao memorialista momento de criação, quanto ao “apogeu” da festa que se caracterizou com protesto político em contextos frente à política mineira e brasileira. Essas leituras idealizam momentos em que a festa teria mais engajamento de diferentes públicos e com pautas estudantis. Para embasar a análise, utilizamos referências como Abreu (1996), Araújo (2008) e Guarinello (2001), no que diz respeito ao trabalho sobre festas, e Pereira Filho (2006) e Bezerra (2008), no que tange a apropriação do espaço urbano e reconfiguração festiva. A MNL é compreendida aqui como um “palco de tensões”, no qual diferentes grupos – instituições, organizadores, estudantes e comunidade – disputam sentidos, memórias e formas de apropriação do espaço urbano e da própria festividade. A hipótese que orienta a pesquisa é de que a festa não perdeu diretamente seu caráter político, mas passou por ressignificações que refletem os conflitos e transformações da sociedade contemporânea em geral, incluindo as transformações ocorridas na cidade de Viçosa e nas dinâmicas do movimento estudantil em cada era. A abordagem adotada é qualitativa, com base em entrevistas realizadas segundo os princípios da História Oral (Alberti, 2004), com diferentes agentes envolvidos com a Marcha, buscando compreender as diferentes narrativas a partir do lugar social ocupado por cada. Além disso, também foram consultadas fontes históricas e imprensa local, em arquivos físicos ou digitais. Ainda em andamento, a pesquisa busca contribuir para os estudos sobre festas no Brasil, articulando memória, identidade e ocupação do espaço urbano. Ao tratar a MNL como objeto de análise histórica e cultural, o estudo evidencia como a festa revela tanto tensões como encontros entre universidade e cidade, estudantes e comunidade, tradição e reinvenção, sendo um importante material para compreender mudanças da UFV frente às transformações da cidade e a trajetória identitária dos estudantes diante das novas políticas de moradia e estudo. |
| Palavras-chave | Festas, Marcha Nico Lopes, Viçosa. |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
|---|