Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20709

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Biologia Vegetal
Bolsa CNPq/Balcão
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG, Outros
Primeiro autor Laura Aparecida Felix de Almeida
Orientador ADRIANO NUNES NESI
Outros membros Ana Beatriz Araujo de Moraes, Júnio de Souza Isabel, Mariana Machado Rocha, Ruth Pereira Barreto
Título Densidades estomática e de venação em híbridos interespecíficos da família Cleomaceae
Resumo Plantas com metabolismo fotossintético do tipo C3 e C4 diferem na forma como realizam a fixação do CO₂. Nas espécies C3, a fixação ocorre diretamente pela enzima ribulose-1,5-bisfosfato carboxilase/oxigenase (RubisCO), que, ao exercer sua atividade oxigenásica, reduz a eficiência fotossintética. Já as plantas C4 apresentam um mecanismo concentrador de CO₂ ao redor da RubisCO, minimizando essa atividade. Existem ainda diferenças morfológicas e bioquímicas entre espécies C3 e C4, incluindo presença de anatomia Kranz, variações nas taxas de assimilação de CO₂, condutância estomática e densidade de venação. Espécies C4 geralmente exibem menor número de estômatos por unidade de área foliar em comparação às C3 e, associado a essa e outras características bioquímicas, o que resulta em maior eficiência do uso da água. Além disso, devido à maior proporção de células da bainha do feixe vascular em relação ao mesófilo, espécies C4 tendem a apresentar maior densidade de venação. Neste estudo, foram avaliadas duas espécies da família Cleomaceae: Gynandropsis gynandra (C4), Tarenaya longicarpa (C3) e três linhas híbridas interespecíficas da geração F1 com características intermediárias entre os tipos C3 e C4 (H2, H4 e H5). Também foram analisadas três populações de híbridos oriundos de retrocruzamentos (RC), compostas por 99 indivíduos em RC2 (G. gynandra x H2), 30 em RC4 (G. gynandra x H4) e 28 em RC5 (G. gynandra x H5). Para análise da densidade de venação, as folhas do terço médio das plantas foram diafanizadas, e a densidade estomática avaliada pela técnica de impressão epidérmica. As amostras foram fotografadas em microscópio óptico com o software AXIO Vision, e as análises das micrografias realizadas no programa Image Pro Plus. A densidade de venação foi determinada pelo comprimento total dos feixes vasculares por unidade de área foliar (mm/mm²), e a densidade estomática obtida pela contagem do número de estômatos por unidade de área, considerando os estômatos com pelo menos metade de sua área no campo da imagem. Foi realizada analise de Pearson entre as variáveis através do software Prisma GraphPad. Os resultados obtidos revelam baixa correlação entre as variáveis analisadas nas populações de retrocruzamento avaliadas, com base nos indivíduos únicos das populações de retrocruzamentos (G. gynandra x híbridos e G. gynandra/T. longicarpa na F1). Assim, conclui-se que dentre esses indivíduos gerados pelos retrocruzamentos não há correlação entre número de estômatos por área e densidade de venação. Entretanto, novas investigações com maior número de características morfológicas, incluindo tamanho e forma de estômatos, bem como avaliações das ordens de nervações, deverão ser empregadas para compreender as relações existentes e as bases genéticas associadas às diferentes densidades de venação e estomática observadas em espécies C3, C4 e intermediárias.
Palavras-chave mecanismos fotossintéticos, Cleomaceae, densidade de venação
Forma de apresentação..... Vídeo
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