Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20525

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro UFV
Primeiro autor Nitúzia de Jesus Oliveira
Orientador DAYANE DE CASTRO MORAIS
Outros membros Aline Carare Candido, Francilene Maria Azevedo, MIRELLA LIMA BINOTI, SILVIA ELOIZA PRIORE, SYLVIA DO CARMO CASTRO FRANCESCHINI
Título Segurança alimentar e condições de saúde de residentes nas Unidades de Moradia Estudantil da Universidade Federal de Viçosa, Campus Viçosa
Resumo Introdução: Os moradores das Unidades de Moradia Estudantil (UME) vivem em situação de vulnerabilidade social, o que impacta diretamente na saúde dos mesmos. Objetivo: Caracterizar a segurança alimentar e as condições de saúde de residentes em UME da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Descrição das principais ações: Alunos do curso de Nutrição da UFV, Campus Viçosa aplicaram questionário nas UME (Pós, Posinho, Feminino, Novo e Novíssimo) sobre hábitos alimentares e suas condições socioeconômicas e demográficas. Foi aplicado a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) com oito questões. Foram aferidas medidas antropométricas, incluindo altura com estadiômetro portátil, peso em balança digital eletrônica e perímetro da cintura por fita métrica inelástica, sendo calculados o Índice de Massa Corporal (IMC) e Relação Cintura-estatura (RCE). Resultados alcançados: Foram avaliados 498 moradores das UME. A mediana de idade foi de 22 anos (18 a 43 anos) e o gênero auto relatado foi: feminino 55,62%; masculino 43,78%; não binário 0,40%; trans 0,20%. Dentre os avaliados, 42,50% se consideram pardos, 31,10% brancos, 25,8% pretos, 0,20% indígenas e 0,40% amarelos; 11,70% relataram fumantes, 57,90% consomem bebida alcoólica; 55,40% praticam atividade física, sendo que entre eles 29,50% praticam em algum projeto da UFV. Dentre os moradores, 58,00% relataram receber auxílio financeiro da família; 32,73% trabalham, sendo que destes 90,20% têm trabalho informal; 47,20% recebem algum tipo de bolsa, como de iniciação e extensão, permanência, Bolsa de Aprendizagem e Aprimoramento Profissional (BAAP), estágio remunerado, monitoria, bolsa esporte, representando respectivamente 31,90%, 23,30%, 20,70%, 18,90%, 3,90%, 1,30%. Em relação ao histórico familiar, 72,50% relataram hipertensão, 61,30% diabetes, 52,30% doença cardiovascular, 42,90% dislipidemia e 42,50% anemia. Dos avaliados, 25,80% relataram alguma doença relacionada à saúde mental, endócrina, respiratória, deficiência de micronutrientes, dentre outras; 38,10% usam medicação contínua (anticoncepcional, antidepressivos e para ansiedade). Em relação ao estado nutricional (n= 379), 54,90% estão em eutrofia, 22,40% sobrepeso, 13,50% obesidade e 9,20% baixo peso; 20,80% apresentaram risco cardiovascular. Considerando o consumo alimentar, 99,60% fazem refeição no Restaurante Universitário (RU), sendo realizado almoço (98,60%; n= 491), jantar (97,20%; n= 484), e desjejum (76,90%; n= 383). De acordo com a EBIA, 41,60% estão em segurança alimentar, 30,70% em insegurança alimentar leve, 21,90% em moderada e 5,80% em grave. O diagnóstico realizado foi apresentado à Pró Reitoria de Assuntos Comunitários e os participantes estão recebendo retorno individualizado sobre o estado nutricional e de saúde. Conclusão: As condições de insegurança alimentar e de saúde dos residentes da UME indicam as necessidades de políticas e ações direcionadas à melhoria dessas condições. Agradecimentos à PCD e PRÉ/UFV.
Palavras-chave segurança alimentar, moradia estudantil, diagnóstico
Forma de apresentação..... Vídeo
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