| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS5 |
| Setor | Departamento de História |
| Bolsa | Não se Aplica |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Primeiro autor | Mateus Mendes Silva |
| Orientador | PRISCILA RIBEIRO DORELLA |
| Título | O gênero como espaço de disputa na escrita da História: uma análise a partir das interpretações em torno da masculinidade do zapatista Amelio Robles (1889-1984) |
| Resumo | O presente projeto de pesquisa decorre do interesse de repensar e recontar a história de uma liderança revolucionária mexicana a partir de um foco específico que é a dos estudos de gênero. Para além de experiências vividas pela cisgeneridade (Vergueiro, 2015), delimitamos como objeto de estudo a personalidade de Amelio Robles Ávila (1889-1984), coronel zapatista inserido no processo gestor da Revolução Mexicana, ocorrida em 1910. O recorte temporal deste projeto abrange o momento em que Robles ingressou no movimento zapatista até os anos recentes, visto que analisamos a experiência vivida pelo coronel durante os anos de conflito armado e também as interpretações que surgiram sobre a experiência do mesmo posteriormente. O ponto focal do presente projeto é analisar e refletir sobre os trabalhos historiográficos e de outras áreas de pesquisa que buscaram resgatar Robles da história do México a partir de uma perspectiva feminista, retratando-o como uma mulher e condicionando sua relevância histórica à uma perspectiva de protagonismo feminino, vinculada à História das Mulheres. Também buscamos abordar os debates sociais, políticos e acadêmicos recentes sobre a trajetória de Robles, que buscam superar os silêncios e apagamentos que o cercam, que reconhecem Amelio Robles (1889-1984)como um homem, e que o tornou, inclusive, uma referência para a comunidade transgênera mexicana e mundial. Amelio Robles nasceu sendo designado ao sexo feminino, no povoado de Xochipala, estado de Guerrero, sul do México. Por volta dos vinte anos juntou-se ao exército de Emiliano Zapata e iniciou sua jornada de construção de uma identidade masculina como guerrilheiro (Cano, 2010). Assim, partimos da perspectiva de que a vivência de Amelio Robles assemelha-se ao paradigma contemporâneo da transgeneridade (Nedel, 2020). Cabe mencionar, contudo, que apesar de entendermos e utilizarmos tal conceito como categoria de análise da experiência de Robles, enfatizamos que não existem registros de que ele se auto identificava como uma pessoa transgênera, visto que provavelmente esta terminologia não encontrava aplicação no contexto vivenciado pelo mesmo. Sabemos que Robles se identificava como um homem, e por isso, entendemos que sua identidade se associa à uma ideia de masculinidade construída às margens das normativas corporais do gênero e do sexo de forma semelhante às experiências corporais e sociais que temos conhecimento na contemporaneidade, já que Robles, assim como todos os homens, não nasce homem, mas torna-se um. Dessa forma, com o objetivo de analisar essa história, que foi majoritariamente apagada no meio acadêmico, realizamos uma análise de fotografias e de discursos contidos em trabalhos acadêmicos e historiográficos principalmente, que de alguma maneira, obliteraram a identidade masculina de Amelio Robles ao recontar sua trajetória nos espaços de pesquisa, memória e debate público. |
| Palavras-chave | Masculinidade, Revolução Mexicana, Historiografia |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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