| ISSN | 2237-9045 |
|---|---|
| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS5 |
| Setor | Departamento de Comunicação Social |
| Bolsa | CNPq |
| Conclusão de bolsa | Sim |
| Apoio financeiro | CNPq |
| Primeiro autor | Isadora Viana de Lima |
| Orientador | HENRIQUE MOREIRA MAZETTI |
| Título | Regimes emocionais e feminilidade no discurso masculinista Red Pill |
| Resumo | Este resumo expandido apresenta os resultados de uma pesquisa sobre os regimes emocionais que sustentam os ideais de feminilidade no discurso masculinista Red Pill. Partindo das discussões sobre a disseminação do masculinismo na mídia, da sociologia das emoções e dos estudos de gênero, o objetivo é analisar as percepções acerca do que significa “ser mulher” e as formas consideradas adequadas de expressão emocional, que vêm sendo apropriadas, ressignificadas e amplamente difundidas por homens nas redes sociais, especialmente no YouTube, com o propósito de reforçar dinâmicas de poder e dominação de gênero. Nesse contexto, considera-se a crescente legitimação da misoginia nas plataformas digitais, onde discursos masculinistas se propagam livremente, muitas vezes de forma anônima. Para a análise, foi utilizado um referencial teórico que inclui autores como Vilaça e d’Andréa (2021), Velho e Montardo (2022), Castellano e Miguel (2023) e Anjos (2020) sobre o discurso antifeminista nas redes, além de Frevert (2017), Freire Filho (2019), Rosenwein (2010), Rezende e Coelho (2019) e Wolff (2021) acerca da naturalização de regimes emocionais com base em gênero. A pesquisa selecionou podcasts publicados entre 2023 e 2025, com duração de uma a quatro horas, vinculados a canais e influenciadores da Red Pill, sistematizados por meio de uma tabela que permitiu identificar os ideais de feminilidade promovidos e rejeitados, com ênfase nos padrões emocionais veiculados. A análise revela que esses discursos influenciam homens e meninos, alimentando ressentimentos diante dos avanços sociais conquistados pelas mulheres. Assim, exaltam-se figuras femininas tradicionais (submissas, maternais e delicadas) em contraste com as mulheres contemporâneas, independentes e voltadas à carreira. Ainda que promovam uma dicotomia entre "boas" e "más", todas acabam percebidas como ameaçadoras por não corresponderem ao ideal de submissão. Ao investigar como a felicidade, a infelicidade e o ressentimento são organizadas nesse discurso, a pesquisa problematiza a estrutura hierárquica que permite a disseminação e naturalização do ódio às mulheres. Portanto, os discursos Red Pill são marcados por uma retórica misógina que simplifica a complexidade da experiência feminina e reitera uma hierarquia em que o homem se posiciona como dominante. Essa lógica impõe um modelo único de existência para as mulheres e legítima diversas formas de violência (simbólica, verbal e física) contra um grupo historicamente silenciado. O ressentimento emerge como sentimento estruturante do movimento, sustentado por uma narrativa distorcida que posiciona os homens como vítimas de um suposto sistema favorável às mulheres. Amplificado pelas redes sociais e naturalizado pelo humor, esse conteúdo transcende o ambiente virtual e se manifesta em comportamentos violentos, incluindo agressões e feminicídios. O que começa como opinião se transforma, na prática, em ameaça concreta à vida das mulheres. |
| Palavras-chave | emoções, gênero, masculinismo |
| Forma de apresentação..... | Vídeo |
| Link para apresentação | Vídeo |
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