| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS2 |
| Setor | Departamento de Economia Rural |
| Bolsa | PIBIC/CNPq |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Apoio financeiro | CNPq |
| Primeiro autor | Cleonilde Alves Cecilio Pereira |
| Orientador | BIANCA APARECIDA LIMA COSTA |
| Outros membros | MARCIO GOMES DA SILVA |
| Título | Sistemas agroalimentares comunitários (SAC) e estratégias de superação dos impactos da pandemia de Covid-19 em comunidades tradicionais |
| Resumo | A pandemia da COVID-19 agravou desigualdades sociais especialmente em territórios de povos e comunidades tradicionais, dificultando ainda mais o acesso às políticas públicas, a geração de renda e a alimentação adequada. O objetivo deste trabalho foi analisar a configuração do sistema agroalimentar comunitário (SAC) da Comunidade Quilombola do Buieié, em Viçosa, Minas Gerais, considerando os contextos de antes e depois da pandemia da COVID-19. A pesquisa foi realizada, especialmente, a partir dos processos de organização da Feira de Agricultura Familiar Quilombola Buieié, no período de 2019 a 2025. Parte-se do entendimento de que o sistema agroalimentar comunitário (SAC) caracteriza-se pela relação de solidariedade e cooperação que fortalece laços comunitários no processo de produção, distribuição e consumo de alimentos. A pesquisa foi desenvolvida por meio da observação participante nas atividades da feira (2019-2020) e a realização de entrevistas semi-estruturadas com famílias de agricultores quilombolas, feirantes e lideranças da comunidade, totalizando 09 entrevistados(as). O projeto teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa e foi financiado pelo CNPQ, por meio de projeto aprovado no edital da Demanda Universal em 2021 (407375/2021-0) e pelo PIBIC 2024/2025 da UFV. Os resultados da pesquisa indicam que, independente da pandemia, o grupo estudado na comunidade já vinha sofrendo impactos em relação à produção e consumo de alimentos. Alguns(as) entrevistados(as) relataram que os hábitos alimentares sofreram alteração com maior consumo de alimentos ultraprocessados e, consequentemente, a busca por estoque de comida no período pandêmico, conforme corrobora. Por outro lado, as famílias que mantinham algum tipo de produção ressaltaram poucas alterações no que comiam no mesmo período. A feira na comunidade, criada em 2019, demonstrou-se como um espaço para além da geração de renda e contribuiu para a valorização cultural, troca de saberes e fortalecimento da identidade quilombola. Foi possível perceber a ampliação do debate sobre o consumo de alimentos saudáveis e práticas ancestrais. A pesquisa ainda revelou que apesar das dificuldades enfrentadas durante a pandemia, a comunidade conseguiu manter algum tipo de produção e circulação de alimentos, reforçando traços de solidariedade na comunidade. Conclui-se que a feira é um espaço importante para a configuração do sistema agroalimentar comunitário e visibilidade da comunidade, mesmo com limitações em relação à abrangência, comercialização e escala. |
| Palavras-chave | Agricultura familiar, Feira, consumo |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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