| Resumo |
Introdução: As doenças transmitidas por alimentos constituem importante problema de saúde pública, tornando indispensáveis ações educativas voltadas aos manipuladores de alimentos e o fortalecimento das atividades desenvolvidas pela Vigilância Sanitária. Nesse contexto, o projeto de extensão Capacitação em Boas Práticas no Município de Carmo do Paranaíba/MG: açougues e feiras livres, desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de Viçosa e a Vigilância Sanitária do município de Carmo do Paranaíba, busca promover a segurança dos alimentos por meio da qualificação dos trabalhadores envolvidos na comercialização de carnes e alimentos em feiras livres. Objetivos: Relatar a vivência de uma estudante do ensino médio nas ações desenvolvidas pelo projeto de extensão durante os primeiros meses de vigência da bolsa, destacando sua participação nas atividades e as contribuições da experiência para sua formação acadêmica, cidadã e profissional. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência referente à participação de uma estudante do ensino médio nas atividades desenvolvidas pelo projeto de extensão Capacitação em Boas Práticas no Município de Carmo do Paranaíba/MG: açougues e feiras livres, durante os três primeiros meses de vigência da bolsa (março a junho de 2026). As atividades foram realizadas em parceria entre a Universidade Federal de Viçosa e a Vigilância Sanitária do município de Carmo do Paranaíba/MG. No período, a estudante participou de reuniões de planejamento e acompanhamento das ações extensionistas, realizou estudos dirigidos sobre boas práticas de manipulação de alimentos e legislação sanitária, com destaque para a RDC nº 216/2004 e normativas estaduais pertinentes, além da leitura de artigos científicos relacionados à temática. Também acompanhou uma capacitação destinada a manipuladores de alimentos em açougues do município, observando as estratégias de educação em saúde empregadas pela equipe do projeto. Paralelamente, vem colaborando com a bolsista de graduação na elaboração de materiais gráficos informativos destinados às ações educativas desenvolvidas junto aos estabelecimentos participantes. Resultados: Até o momento, a participação no projeto tem proporcionado maior aproximação com o ambiente universitário e com a prática extensionista, favorecendo o desenvolvimento de habilidades relacionadas à comunicação, ao trabalho em equipe, à responsabilidade social e à educação em saúde. A vivência junto à equipe extensionista ampliou os conhecimentos sobre a estrutura e as oportunidades oferecidas pela universidade, permitindo compreender a diversidade de projetos desenvolvidos e a importância da integração entre ensino, pesquisa e extensão. A experiência também contribuiu para o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, especialmente no fortalecimento da comunicação oral, na redução da insegurança para falar em público e na convivência com estudantes de graduação e profissionais de diferentes áreas, aspectos que favoreceram maior autonomia, maturidade e interação em equipe. A participação nas leituras de artigos científicos e da legislação sanitária, incluindo a RDC nº 216/2004 e normativas estaduais, ampliou a compreensão sobre as boas práticas de manipulação de alimentos, a atuação da Vigilância Sanitária e a importância das ações educativas para a prevenção das doenças transmitidas por alimentos. Além dos conhecimentos técnicos, a experiência passou a influenciar hábitos relacionados à higiene, armazenamento e consumo de alimentos, evidenciando a incorporação dos conteúdos trabalhados às práticas do cotidiano. A vivência extensionista também ampliou a percepção sobre a diversidade de contextos culturais envolvidos nas práticas alimentares, fortalecendo a compreensão acerca da necessidade de desenvolver ações educativas respeitando as diferentes realidades da população. Por fim, a participação no projeto despertou maior interesse pela formação universitária, permitindo conhecer oportunidades acadêmicas na área da saúde. Conclusões: Os resultados parciais indicam que a inserção de estudantes do ensino médio em projetos de extensão favorece o desenvolvimento de competências científicas e cidadãs, além de estimular o interesse pela educação superior. Simultaneamente, as ações fortalecem a educação sanitária, promovem a segurança dos alimentos e contribuem para a qualificação dos manipuladores e para o fortalecimento da Vigilância Sanitária municipal. |