| ISSN |
2237-9045 |
| Instituição |
Universidade Federal de Viçosa |
| Nível |
Graduação |
| Modalidade |
Pesquisa |
| Área de conhecimento |
Ciências Biológicas e da Saúde |
| Área temática |
Dimensões Econômicas: ODS9 |
| Setor |
Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde |
| Conclusão de bolsa |
Não |
| Primeiro autor |
Stéfany Alexsandra de Oliveira Crus |
| Orientador |
LILIANE EVANGELISTA VISOTTO |
| Outros membros |
Giulia Thaís Edwirges de Araújo, Igor Luiz de Oliveira, Maiara Monique de Oliveira Almeida, Micaely Loren Cajá Pereira |
| Título |
Atividade antagonista de fungos endofíticos isolados de Tridax procumbens (L) e Emilia fosbergii (L) contra Botrytis cinerea |
| Resumo |
Os fungos endofíticos são microrganismos que, pelo menos durante uma fase do seu ciclo de vida, colonizam os tecidos vegetais sem prejudicar o desenvolvimento do hospedeiro. Existem pesquisas que visam estudar o potencial antagônico de microrganismos endofíticos para uso no controle de pragas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antifúngica dos endofíticos isolados de Tridax procumbens (L) e na Emilia fosbergii (L) Nicholson contra o fitopatógeno Botrytis cinerea. As espécies vegetais foram coletadas no município de Rio Paranaíba, higienizadas e as partes vegetais foram transferidas para a superfície do meio BDA e mantidas a 25°C, por 7 dias. Após o crescimento dos fungos endofíticos, as colônias macroscopicamente diversas foram selecionadas e transferidas para novas placas contendo BDA. A atividade antagonista foi avaliada através do teste da cultura pareada e atividade dos compostos voláteis sobre o B. cinerea. O tipo de interação entre os os fungos foi avaliado através da determinação da área micelial de ambos os fungos, utilizando o programa ImageJ. A classificação da interação baseou-se na escala de Bell, onde foi considerada interação tipo 1 - endofítico cresce na superfície de todo o meio e recobre o patógeno; interação tipo 2 - endofítico cresce em pelo menos 2/3 do meio; interação tipo 3 - ambos os fungos crescem ½ do meio; interação tipo 4 - fitopatógeno cresce na superfície de todo o meio e recobre o endofítico. Foram obtidos 6 fungos endofíticos com características macroscópicas diversas, os quais apresentaram diferentes interações com B. cinerea. Os endofíticos isolados da raiz de E. fosbergii (EFR3) e da folha de T.procumbens (TPFO2) inibiram significativamente o desenvolvimento do fitopatógeno, sendo classificados como antagonistas tipo 1 e 2, respectivamente. O endofítico isolado da flor de T. procumbens (TPFL1) apresentou uma interação tipo 3, já que ambos os fungos cresceram ½ da superfície do meio. Os demais endofíticos isolados das raízes de T. procumbens (TPR1 e TPR2) e de E fosbergii (EFR1) a interação variou entre as classificações 3 e 4. No ensaio do efeito dos compostos voláteis, observou-se um menor desenvolvimento de B. cinerea na presença de TPFL1, TPFO2 e EFR3, sugerindo que esses fungos liberam compostos orgânicos voláteis capazes de afetar o crescimento do fitopatógeno. Conclui-se que os endofíticos, TPFO2 e EFR3 reduzem significativamente o crescimento micelial de B. cinerea, sendo promissores para pesquisas futuras relacionadas ao controle de fitopatógenos. |
| Palavras-chave |
Controle biológico, bioatividade, compostos voláteis |
| Forma de apresentação..... |
Painel |